Resumo
Homem foi preso por venda irregular de animais silvestres em Ribeirão das Neves;
Operação apreendeu animais de 18 espécies em situação irregular;
Fiscalização apontou maus-tratos e falta de documentação de origem;
Um homem de 41 anos foi preso em flagrante durante uma operação contra a venda irregular de animais silvestres e exóticos em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A ação ocorreu na terça-feira (12/5) em um estabelecimento especializado no comércio de animais. No local, foram apreendidos animais de 18 espécies diferentes, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.
O que a fiscalização encontrou?
De acordo com a investigação, o estabelecimento comercializava animais exóticos e da fauna silvestre de forma irregular.
Durante a fiscalização, os órgãos ambientais identificaram animais mantidos em cativeiro e em condições de maus-tratos. Também foram encontrados espécimes sem notas fiscais ou certificados de origem, além de anilhas e microtubos com numeração duplicada.
Entre os animais apreendidos estavam araras-canindé, papagaios-verdadeiros, cacatuas, papagaios-do-congo, arara-macau, emas, cervos, quatis, veados-catingueiros, cutias, pacas, grous, tucanos, jiboia, saguis e escorpiões-imperadores.
Animais foram encaminhados para cuidados
Após a apreensão, os animais foram encaminhados para atendimento, cuidados e processo de readaptação. A medida busca garantir avaliação adequada e destinação segura, conforme a condição de cada espécie.
Suspeito teve prisão convertida em preventiva
O proprietário do estabelecimento foi levado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil e autuado em flagrante.
Ele deve responder por maus-tratos, receptação e crimes ambientais relacionados à exposição à venda, guarda, cativeiro e depósito de animais silvestres sem autorização.
Também foi autuado por introdução irregular de espécie animal no país, sem parecer técnico favorável e licença da autoridade competente.
Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
Operação reuniu vários órgãos
A ação contou com participação da Polícia Civil, Ministério Público de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Instituto Estadual de Florestas e Polícia Militar.
Pela Polícia Civil, atuou a equipe do Departamento Estadual de Investigações de Crimes contra o Meio Ambiente.
