PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Ministério Público pode convocar Prefeitura de BH por falta de informações sobre patinetes elétricos

Por

Rafael Mendonça

Siga no

Rodrigo Clemente/PBH

Compartilhar matéria

A Prefeitura de Belo Horizonte poderá ser convocada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a prestar esclarecimentos sobre a utilização de patinetes elétricos, motos elétricas e ciclomotores na capital. O órgão instaurou, em março deste ano, um procedimento para solicitar informações sobre o uso desses equipamentos e verificar se eles estão impactando a segurança no trânsito, a circulação de pedestres e a organização das calçadas e vias públicas.

Segundo o promotor de Justiça Fábio Finotti, responsável pelo caso, a prefeitura ainda não respondeu aos questionamentos encaminhados pelo Ministério Público.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Nesse procedimento específico dos patinetes foi dado um prazo de 60 dias à prefeitura para prestar as informações. De acordo com a data em que o ofício foi encaminhado, esse prazo ainda não venceu, mas termina no início de junho”, explicou.

O promotor afirma que, caso não haja retorno dentro do prazo, novas medidas poderão ser adotadas.

“Quando nós não temos as informações prestadas, normalmente reiteramos o pedido em um prazo menor. Nada impede também que, dependendo das circunstâncias, façamos a convocação de algum secretário municipal e até do próprio prefeito para prestar essas informações pessoalmente na Promotoria de Justiça”, afirmou.

Moradores relatam preocupação com fiscalização e segurança

Nas ruas de Belo Horizonte, a presença crescente de patinetes e motos elétricas divide opiniões. Para o motoboy Cristiano Marcelo, os equipamentos representam uma alternativa positiva de mobilidade urbana, mas exigem maior fiscalização e conscientização dos usuários.

“Eu acho uma boa para a circulação da sociedade e para a locomoção. O que precisa é de uma lei para garantir segurança, mas também de conscientização da população em relação ao uso desses veículos”, disse.

Já o aposentado Túlio Ferreira afirma que muitos moradores sentem insegurança diante do comportamento de alguns usuários.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Falta educação das pessoas e fiscalização da empresa. Eu vejo muitos menores de idade circulando e tentando fazer manobras perigosas com os patinetes, o que não é permitido”, relatou.

Ele também critica o desrespeito às regras de trânsito.

“Além disso, muitos atravessam montados na faixa de pedestres. Isso aumenta o risco de atropelamentos, principalmente de idosos”, alertou.

Ministério Público aponta falta de regulamentação em Belo Horizonte

Além dos patinetes elétricos, o Ministério Público também solicitou informações sobre motos elétricas e ciclomotores. O objetivo é verificar se Belo Horizonte já regulamentou a utilização desses veículos conforme prevê a Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entrou em vigor neste ano.

De acordo com Fábio Finotti, o principal problema identificado atualmente é a ausência de regulamentação municipal.

“A princípio, a situação de Belo Horizonte é pior do que uma questão de falta de estrutura. Neste momento, nós temos uma falta de regulamentação”, afirmou.

O promotor destaca que a omissão do município já foi constatada pelo órgão.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Isso não é apenas um fato jurídico, é uma constatação. Foi identificada uma omissão da Prefeitura de Belo Horizonte em regulamentar o uso desses equipamentos, sendo que a resolução do Contran delega aos municípios essa responsabilidade”, ressaltou.

Crescimento de acidentes preocupa autoridades

Outro fator que motivou a atuação do Ministério Público foi o aumento expressivo dos acidentes envolvendo ciclomotores e veículos elétricos em outras cidades brasileiras.

“Um ponto importante que precisamos observar é o que foi constatado em outras cidades, principalmente após o que aconteceu no Rio de Janeiro, onde houve aumento de acidentes na faixa de 700%, um número muito expressivo, além dos registros observados em Vitória”, destacou Finotti.

Dados apontam que, no Rio de Janeiro, os acidentes envolvendo ciclomotores cresceram 702% entre 2023 e 2024 e mais 244% entre 2024 e 2025.

Em Belo Horizonte, números da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam aumento de 21% nos acidentes envolvendo ciclomotores, reforçando a preocupação das autoridades com a necessidade de regulamentação, fiscalização e conscientização dos usuários.

Compartilhar matéria

Siga no

Rafael Mendonça

Jornalista formado pela Universidade Federal de São João del-Rei. Produtor de Jornalismo na Rádio 98 e atua desde os 17 anos na produção, edição e apresentação em rádio. Passagens por Rádio Universitária e Cultura (Lavras), Rádio São João Del-Rei, Rádio da Massa e Rádio Transamérica.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de BH e região

Mutirão da Defensoria abre inscrições para retificação de nome e gênero em BH e outras 19 cidades de Minas

Acidente trava avenida Nossa Senhora do Carmo nesta segunda-feira

Paçoca, leite de coco e mais: ingredientes das festas juninas ficaram até 65% mais caros em BH

Estacionamento rotativo de BH fica mais caro a partir desta segunda-feira

Homem perde equilíbrio e cai no Rio Arrudas, em BH

BH Airport inicia vacinação preventiva de passageiros e funcionários com foco na Copa do Mundo

Últimas notícias

‘É muita autoridade e muito político vendido’, diz Zema após notificação judicial de Gilmar Mendes

Reinier desmente boatos de saída do Atlético: ‘inacreditável’

Declaração do Imposto de Renda pode se tornar automática em até três anos, diz ministro

Arroyo, do Cruzeiro, faz forte desabafo após ficar fora da Copa do Mundo 

Atlético tem três convocados para a Copa do Mundo e se aproxima de recorde

WhatsApp, Instagram e Facebook vão ganhar assinaturas mensais com novas ferramentas

Tricolor barra bandeirão de patrocinador no Maracanã ao confundir ação com homenagem ao Flamengo

Dia Mundial do Meio Ambiente. “Agora pelo Clima”

Polícia faz operação em produtora de filme sobre Bolsonaro por suspeita de desvio de recursos públicos