A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã desta segunda-feira (1º/6), uma operação de busca e apreensão em endereços ligados à produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ação também teve como alvo a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora, além da sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da capital paulista e do Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por ela. As informações são da Folha de S.Paulo.
A operação foi autorizada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e faz parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades em um contrato firmado entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo para a oferta de internet gratuita por meio do programa WiFi Livre SP.
Segundo a investigação, há suspeitas de superfaturamento do contrato e de desvio de recursos públicos para empresas ligadas a Karina Ferreira da Gama. Uma das hipóteses analisadas pela polícia é que parte dos valores recebidos pelo instituto tenha sido direcionada à Go UP Entertainment, produtora responsável pelo longa-metragem sobre Bolsonaro.
Policiais cumpriram mandados na residência da empresária, localizada no bairro Vila Brasilândia, na zona norte da capital paulista, e em um de seus escritórios.
Em nota divulgada anteriormente, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que não identificou irregularidades nos serviços prestados pelo instituto até o momento. A administração municipal declarou ainda que tomará as providências cabíveis caso sejam comprovadas irregularidades durante as investigações.
Karina Ferreira da Gama também já negou qualquer ligação entre os recursos utilizados na produção do filme e contratos públicos. Segundo ela, a contratação do ICB pela Prefeitura ocorreu de forma regular e não possui relação com o projeto cinematográfico.
O filme Dark Horse aborda a trajetória política de Jair Bolsonaro, com destaque para o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. A produção ganhou repercussão após reportagens apontarem que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Vorcaro nega qualquer irregularidade e afirma que o pedido não envolveu recursos públicos.
