PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

CNJ apresenta proposta de regras para atuação de menores como influenciadores

Por

Agência Estado

Siga no

(Foto: Magnific).

Compartilhar matéria

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou nesta terça-feira (9/6), a minuta de uma resolução que prevê a exigência de alvará judicial e outras regras para que crianças e adolescentes atuem como influenciadores digitais. O texto foi lido durante sessão ordinária e acompanha as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (Eca Digital), previsto para entrar em vigor em 18 de junho.

Pela proposta, o juiz responsável pela concessão do alvará poderá fixar condições como tempo de exposição e formato de divulgação. O documento deverá detalhar remuneração, tipo de atuação e, no caso de publicidade, identificar intermediários e abrangência da campanha. Conteúdos erotizados, de natureza sexual ou que exponham menores a situações vexatórias e degradantes são proibidos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A minuta também prevê a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD), mecanismo que permitirá rastrear autorizações, produzir estatísticas e orientar políticas públicas na área.

“A participação de crianças e adolescentes nas dinâmicas digitais é crescente”, afirmou o conselheiro Fábio Esteves durante a sessão. Segundo ele, o que frequentemente se apresenta como entretenimento, liberdade de expressão ou manifestação artística pode esconder uso indevido de imagem, publicidade abusiva e produção sistemática de conteúdo com finalidade lucrativa. “O núcleo do problema reside na exploração comercial indevida”, disse.

Esteves também citou dados referentes à presença de menores nas redes. Segundo ele, um em cada três usuários da internet é criança ou adolescente, e algumas plataformas têm até 36% do público nessa faixa etária. Na ausência de regras, alertou o conselheiro, essa produção de conteúdo fica sujeita exclusivamente a métricas de engajamento e retorno financeiro

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou durante a sessão que o tema é “sensível, contemporâneo e de extrema importância para todas as famílias brasileiras” e reforçou o papel do Judiciário na garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes diante dos desafios da era digital.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de 98

‘Quem é esse cara?’: Lula ironiza pergunta sobre Javier Milei após ataques ao Brasil

MDB libera diretórios para apoiar qualquer candidato à Presidência e abre mão de chapa própria

Morre Odelmo Leão, ex-prefeito de Uberlândia e ex-deputado federal, aos 80 anos

Na economia da IA, quem decide o jogo não é a média, mas o topo, diz novo livro de João Batista Araújo e Oliveira

Mateus prepara uma limpa no governo e rompe com o grupo de Marcelo Aro

Menina é resgatada de esquema de casamento forçado no aeroporto de Lisboa

Últimas notícias

Sinisterra terá que passar por cirurgia e não deve mais jogar pelo Cruzeiro em 2026

PT oficializa Patrus ao Governo de Minas e Marília ao Senado, mas mantém indefinição sobre chapa

Mais de 300 cidades de MG estão sob alerta de tempo seco; veja cuidados para evitar problemas de saúde

Gol de Cabo Verde contra a Argentina é anunciado pela Fifa como o mais bonito da Copa

Medioli critica espera por Cleitinho e vê aliança entre PL e Marcelo Aro como ‘fantasia’

PL adia definição sobre candidato ao Governo de Minas e espera decisão de Cleitinho

Partido Liberal apoiará Cleitinho ao Governo de Minas, mas Nikolas alerta sobre demora em decisão

Mais de 20 bairros da Grande BH podem ficar sem água nesta semana; confira os afetados

Atlético mantém promoção de ingressos para duelo contra o Juventude, pela Copa do Brasil