Gianni Infantino, presidente da FIFA, falou pela primeira vez a respeito de um dos assuntos que mais vem gerando críticas à Copa do Mundo de 2026: Omar Abdulkadir Artan, árbitro que foi barrado de entrar nos Estados Unidos nesta semana.
Escalado para atuar no Mundial, Omar foi impedido de ingressar no paíse acabou enviado de volta à Turquia pouco depois de desembarcar no país. Após conversar com as autoridades norte-americanas, a FIFA confirmou que Artan foi retirado da lista de arbitragem da competição.
Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (10/6), Infantino lamentou que o árbitro tenha sido vetado de entrar nos EUA, mas afirmou que a decisão não estava ao seu alcance.
“É lamentável o que aconteceu com Omar. Mas, novamente, não controlamos tudo. Tentamos, discutimos, vemos. Talvez seja bom apenas relaxar, ficar tranquilo.”
O presidente da FIFA confirmou que tentou resolver a situação, mas nada pôde fazer. Sobre os protestos, Infantino revelou que “gritar pode gerar o efeito contrário” e preferiu acatar a decisão das autoridades norte-americanas.
“Tentamos resolver tudo. Às vezes, gritar e berrar tem o efeito contrário. Não acredite em mim se não quiser, mas sempre tentamos encontrar soluções. Não somos os reis do mundo.”
Também nesta quarta-feira (10/6), Omar retornou à Somália e foi recebido com festa pela população. Em discurso, o árbitro agradeceu o apoio recebido e demonstrou confiança de que poderá participar de futuras edições do torneio.
