O Leader Shift 2026 encerrou nesta quarta-feira (10/6) dois dias de programação no Minascentro, em Belo Horizonte, consolidado como um dos maiores eventos de liderança do país. Realizado pela Sólides, empresa mineira de tecnologia para gestão de pessoas, o encontro reuniu mais de 2 mil participantes, mais de 20 palestrantes e mais de 18 horas de conteúdo. Media partner oficial do evento pelo segundo ano consecutivo, a 98 News acompanhou a edição do começo ao fim, com entrevistas exclusivas e transmissão ao vivo.
A inteligência artificial como aliada, não ameaça
Se havia um tema que atravessou todos os painéis, era a inteligência artificial — apresentada menos como risco e mais como ferramenta. Já na abertura, o comunicador Otaviano Costa defendeu que a tecnologia “vem não para fazer você perder o seu lugar, mas para fazer você dar o seu melhor de maneira ainda mais potente”. No segundo dia, Aluísio Ferreira, head de geração de demanda da Sólides, reforçou que o medo é natural, mas histórico: “Desde a Revolução Industrial houve o medo de a tecnologia roubar o nosso emprego, mas o que aconteceu, na verdade, foi a criação de mais empregos”. Para ele, os postos vão mudar — não necessariamente diminuir.
A curadora da grade, Camila Rocha, resumiu logo no primeiro dia o que conectava os palestrantes: “O que conecta a gente do início ao fim é esse cheirinho de mudança, que é mais forte do que a gente acha que é”. A linha se confirmou nos extremos do evento. Otaviano abriu falando da própria travessia do analógico ao digital; Fernando Fernandes, tetracampeão mundial de paracanoagem, fechou com a palestra “Liderança em Movimento”, lembrando que “somos todos aprendizes numa era de transformação”. Pelo caminho, o nadador Thiago Pereira deixou a síntese: “Quem se dá melhor na vida é quem se adapta mais rápido”.
Cultura, pessoas e diversidade no centro do debate
Os pilares estruturados pela Sólides — decisão e liderança, cultura organizacional e tecnologia — ganharam corpo nas conversas. Aluísio Ferreira defendeu que a cultura precisa sair da parede e virar prática: “Se o líder não entende que a cultura é um instrumento de performance, essa cultura não vira”. Flávio Santos discutiu como criar times autônomos, alertando que dar autonomia “não é criar clones” do líder. Danielle Marques, por sua vez, apontou a diversidade como motor da inovação: “É impossível ter inovação com pessoas que pensam igual e têm repertórios iguais”. E a psicóloga Ariane Cota trouxe a saúde mental ao centro, defendendo, diante da atualização da NR-1, uma liderança “que de fato acolhe, escuta e percebe a pessoa por trás do trabalhador”.
Inspiração para além dos negócios
O evento também apostou em histórias que ultrapassam as planilhas. A empresária e investidora do Shark Tank Brasil Cris Arcangeli pregou o estudo profundo como diferencial — “quem entende direção cria tendência” — e o antropólogo Michel Alcoforado abriu o segundo dia mostrando como entender o consumo e a realidade social brasileira é essencial para liderar. Já o esporte, presente em vários momentos, virou metáfora de disciplina, resiliência e trabalho em equipe.
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Futebol, autocuidado e experiência no Minascentro
Fora dos palcos, o Leader Shift virou experiência. Pela campanha Joga Fácil, a Sólides levou ao evento a parceria com nove clubes do futebol brasileiro — Cruzeiro, Atlético, América, Botafogo, Vasco da Gama, Coritiba, Fortaleza, Vitória e Ceará —, conectando gestão de pessoas e alta performance. O público ainda encontrou áreas de bem-estar, espaços de esporte e até serviços de barbearia, com marcas como a Don Alides oferecendo cuidado e estilo para encarar o dia de conteúdo.
