O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), destacou nesta sexta-feira (19/6) a importância da parceria com o governo federal para fortalecer a rede pública de saúde da capital mineira. Em discurso durante a agenda de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em BH, ele agradeceu ao presidente pelo apoio em iniciativas voltadas ao setor.
Damião ressaltou o papel histórico do Hospital Luxemburgo, ligado ao complexo do Mário Penna, na assistência à população belo-horizontina e afirmou que a ampliação do atendimento via SUS representa um avanço considerado estratégico para a cidade.
Segundo ele, a transformação da unidade em serviço 100% SUS atende a uma antiga demanda da população e amplia o acesso ao tratamento de alta complexidade para pacientes que não têm plano de saúde. “Era um sonho de Belo Horizonte dar ao povo a mesma condição de tratamento”, afirmou.
O prefeito em exercício também defendeu a integração entre os entes federativos como caminho para sustentar o sistema de saúde da capital, que, segundo ele, atende uma demanda muito superior à população residente.
Prefeito cobra mais recursos para a saúde de BH
Damião afirmou que Belo Horizonte funciona como referência para pacientes de todo o estado e, por isso, enfrenta custos crescentes para manter os atendimentos. Segundo ele, a rede municipal não atende apenas os moradores da capital, mas milhões de mineiros que buscam tratamento na cidade.
“Belo Horizonte recebe pacientes do estado inteiro. Belo Horizonte não é uma cidade que trata só dos pacientes de Belo Horizonte”, disse.
O prefeito defendeu um aumento nos repasses dos governos federal e estadual para compensar essa demanda. Segundo ele, a prefeitura tem arcado com despesas que extrapolam sua responsabilidade direta para garantir a continuidade dos serviços.
Damião afirmou ainda que já levou a situação ao governo de Minas Gerais e que uma reunião foi agendada para a próxima semana entre o secretário municipal de Saúde e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para discutir o financiamento da rede.
“O que nós não queremos é parar de tratar ninguém, independentemente de ser de Belo Horizonte ou não”, afirmou.
Como exemplo, o prefeito citou a maternidade da região Norte da capital, onde, segundo ele, cerca de 40% dos partos são realizados em pacientes de outros municípios. De acordo com Damião, esses atendimentos são custeados pela prefeitura sem que haja compensação financeira das cidades de origem.
“Belo Horizonte quer parar de atender essas pessoas? Não. Belo Horizonte quer e vai continuar atendendo. Só que precisamos dividir melhor a situação financeira”, declarou.
Ao encerrar a fala, Damião reiterou que a prefeitura pretende manter o padrão de atendimento oferecido atualmente, mas afirmou que isso dependerá de uma participação maior dos demais entes federativos no custeio da saúde pública.
