O governo dos Estados Unidos informou oficialmente ao Brasil que pretende manter a aplicação de um novo pacote de tarifas sobre produtos brasileiros. A confirmação foi feita pelo representante comercial da Casa Branca, que comunicou ter encaminhado ao presidente Donald Trump a recomendação final sobre a medida.
O Brasil contestou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar as tarifas e defendeu a inclusão de mais itens na lista de exceções, principalmente produtos industrializados.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (15/7), o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que ainda não havia recebido confirmação oficial sobre a adoção das novas tarifas no momento em que falou com a imprensa.
Segundo ele, caso a medida seja efetivada, o governo federal avaliará os impactos sobre os setores atingidos antes de definir eventuais ações.
“Se for confirmada uma tarifação, mais uma vez injusta, será preciso avaliar quais setores foram afetados. O governo brasileiro não vai deixar agricultores, empresários e famílias brasileiras na mão. Vamos fazer uma avaliação cuidadosa, respeitando o compromisso fiscal, e adotar medidas para proteger a população”, afirmou.
Durigan classificou uma eventual ampliação das tarifas como uma medida “desproporcional e injustificada” e reiterou que o governo brasileiro segue buscando uma solução negociada para evitar prejuízos às exportações nacionais.
Durante a coletiva, o secretário também tratou de outro tema da agenda econômica e afirmou que o governo espera renegociar mais de 100 milhões de dívidas por meio de uma medida provisória que será publicada. Segundo ele, o Ministério da Fazenda divulgará posteriormente os detalhes sobre o impacto fiscal da iniciativa.
Atualmente, cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos podem ser atingidas pelas novas tarifas, caso a proposta seja implementada pelo governo norte-americano.
