O empresário Guilherme Abrantes foi eleito presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) para o mandato de 2027 a 2030. Atual vice-presidente da entidade, ele assumirá o comando da federação em janeiro do próximo ano, sucedendo Flávio Roscoe.
Em entrevista exclusiva à 98 News, Abrantes afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão, com foco no fortalecimento da indústria mineira, na inovação e na ampliação da qualificação profissional por meio das escolas do SESI e do SENAI.
“Quero continuar crescendo, inovando e buscando mais empresários para dentro da Fiemg. Também quero fortalecer cada vez mais as escolas do SESI e do SENAI, porque mudar vidas por meio da educação faz toda a diferença”, afirmou.
Prioridade será melhorar o ambiente para a indústria
Questionado sobre os desafios enfrentados pelo setor industrial, como questões tributárias e regulatórias, o presidente eleito afirmou que sua principal bandeira será defender melhores condições para o crescimento das empresas.
“O que mais falta é condição para que a nossa indústria possa crescer. Vou defender a indústria na questão tributária e regulatória, buscando um ambiente mais favorável para quem produz”, disse.
Segundo Abrantes, Minas Gerais reúne grande potencial econômico, mas ainda enfrenta entraves que limitam a expansão da atividade industrial.
Interiorização da atuação da Fiemg
O futuro presidente também afirmou que pretende aproximar ainda mais a federação das indústrias de todas as regiões do estado.
A proposta, segundo ele, é manter um modelo de gestão participativo, trabalhando em conjunto com sindicatos e representantes regionais para atender às demandas locais.
“Quero caminhar junto com todos os presidentes de sindicatos. É um trabalho participativo, bem na mineridade: arroz com feijão, café com leite”, brincou.
Defesa da qualificação profissional
Durante a entrevista, Guilherme Abrantes destacou que a formação de mão de obra será uma das prioridades de sua gestão. Para ele, o SESI e o SENAI desempenham papel fundamental na preparação de profissionais para a indústria.
Ao comentar a dificuldade das empresas em contratar trabalhadores qualificados, Abrantes defendeu mudanças nas políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho. Segundo ele, programas sociais poderiam ser adaptados para incentivar a formalização sem que o beneficiário perdesse imediatamente o auxílio ao ingressar no mercado formal.
“O SENAI forma grandes profissionais. Se conseguirmos incentivar mais pessoas a buscar qualificação e entrar no mercado formal, teremos uma indústria ainda mais forte”, afirmou.
Apoio às pequenas e médias indústrias
Abrantes também destacou que pretende ampliar a participação das pequenas e médias empresas na Fiemg. Empresário desse segmento, ele afirmou conhecer de perto as necessidades desse público.
“A Fiemg ajuda a empresa a crescer. Quem quer crescer precisa de informação, segurança e apoio. Os sindicatos são a porta de entrada para essas pequenas empresas”, disse.
Legado
Ao falar sobre o que espera deixar ao fim do mandato, em 2030, Guilherme Abrantes afirmou que deseja entregar uma indústria mais forte e competitiva.
“Quero deixar uma indústria forte, contribuir para a mudança de vida das pessoas e mostrar que o trabalho sério faz a diferença. Vou dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito, mas também implementar inovações para que a indústria continue crescendo”, concluiu.
