PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Lei libera spray de pimenta para mulheres; o que muda agora

Siga no

(foto: magnific)

Compartilhar matéria

Mulheres maiores de 18 anos já podem comprar e portar spray de pimenta para defesa pessoal em todo o Brasil. A Lei 15.474/2026 foi publicada nesta sexta-feira (24/7) no Diário Oficial da União e entrou em vigor na mesma data. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto com vetos.

Até agora, o spray de pimenta era restrito às forças de segurança e às Forças Armadas, com exceções em estados que criaram leis próprias. A nova lei unifica as regras no país e classifica o produto como dispositivo de menor potencial ofensivo, à base de oleorresina de capsicum (OC).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A venda nas lojas, porém, ainda depende de regulamentação do governo federal. A Anvisa precisa fixar a concentração máxima do princípio ativo.

O que Lula vetou

Os vetos vão ao Congresso, que pode mantê-los ou derrubá-los. Foram barrados:

  • A compra por adolescentes de 16 e 17 anos com autorização dos responsáveis;
  • A obrigação de registrar boletim de ocorrência em caso de perda, furto ou roubo;
  • O porte irrestrito do dispositivo;
  • As punições específicas para uso indevido.

O que é preciso para comprar

  • Documento oficial de identidade com foto;
  • Comprovante de residência;
  • Certidão de Antecedentes Criminais, sem condenação por crime doloso com violência ou grave ameaça.

O recipiente terá no máximo 50 mililitros. Volumes maiores seguem restritos às Forças Armadas e às forças de segurança.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Como o spray pode ser usado

O uso é permitido apenas para repelir agressão injusta, atual ou iminente, de forma proporcional e moderada. A aplicação deve parar assim que a ameaça for neutralizada. O dispositivo é individual e intransferível.

As lojas ficam obrigadas a registrar as vendas para garantir rastreabilidade, guardar os dados da compradora por cinco anos, emitir nota fiscal e orientar sobre o uso seguro.

Entenda o caso

O Projeto de Lei 727/2026 é de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE). A Câmara aprovou o texto em 11 de março e o Senado, em 30 de junho, em regime de urgência, com relatoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que defendeu a rastreabilidade do produto e a uniformização das regras.

Compartilhar matéria

Siga no

Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Brasil

Búfalo de estimação entra em piscina e passa sete horas ‘relaxando’ no RS

Lula sanciona lei que proíbe produção e venda de foie gras no Brasil

Cenipa conclui investigação sobre queda do avião da Voepass e aponta sequência de falhas que levou à tragédia em Vinhedo

Pedidos de autoexclusão de bets crescem 7 vezes no Brasil durante a Copa do Mundo

Inteligência Artificial (IA) já é usada em 6 de cada 10 órgãos públicos federais e estaduais

Jornalista da Globo, mineiro Caique Verli é encontrado morto em apartamento

Últimas notícias

Incêndio em vegetação mobiliza bombeiros e brigadistas no bairro Santo Antônio, em BH

Atlético anuncia contratação do atacante uruguaio Thiago Borbas

Gabriel Pec agradece apoio após fratura na estreia pelo Cruzeiro: ‘Já já estarei de volta’

LeBron James anuncia que será o novo reforço do Philadelphia 76ers

Receita libera consulta ao 3º lote de restituição do IR 2026

Caminhão usa área de escape do Anel Rodoviário nesta sexta-feira

Cruzeiro não perde para o Botafogo no Mineirão há 10 anos; veja retrospecto

Buscas por sachês de nicotina crescem mais de 420% em Minas Gerais no último ano

Durigan diz que governo não está criando programas sociais em ano eleitoral, e sim robustez