O psicólogo e pesquisador mineiro João Batista Araújo e Oliveira lança, em julho, o livro “Inteligência – O Ativo Estratégico que o Brasil Não Pode Desperdiçar”, publicado pela Editora IDados. A obra aborda o papel da inteligência e do talento excepcional no desenvolvimento econômico do país em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial, da inovação e da economia baseada no conhecimento.
A tese central do livro é que o crescimento de uma nação não depende apenas da melhoria da média educacional, mas também da capacidade de identificar e desenvolver pessoas com habilidades excepcionais, capazes de contribuir para avanços científicos, tecnológicos e produtivos.
Segundo o autor, a transformação da economia alterou a forma como o capital humano deve ser valorizado. Com a automação de atividades rotineiras, o diferencial competitivo passa a estar concentrado em profissionais capazes de criar soluções, desenvolver novas ideias e enfrentar desafios inéditos.
“Nenhum país rico chegou lá elevando apenas a média. Todos dependeram de uma pequena elite de talento excepcional para romper a fronteira científica e tecnológica. Os países que prosperaram construíram mecanismos para encontrar essas pessoas cedo, onde quer que estivessem”, afirma João Batista Araújo e Oliveira.
Falta de identificação de talentos
O livro reúne estudos que mostram que o potencial intelectual está presente em diferentes grupos sociais, mas parte desse talento não é reconhecida pelo sistema educacional brasileiro.
Para o pesquisador, a ausência de mecanismos de identificação precoce impede que estudantes com altas capacidades cognitivas, principalmente da rede pública, recebam estímulos adequados para desenvolver suas habilidades.
A obra defende que políticas voltadas à inteligência devem ser tratadas como uma estratégia de competitividade nacional, e não apenas como uma pauta da educação especial.
Inteligência como estratégia econômica
João Batista destaca que o debate sobre inteligência artificial e produtividade precisa incluir a formação de pessoas capazes de ampliar os resultados gerados pelas novas tecnologias.
Segundo o autor, países que lideram avanços científicos e econômicos possuem mecanismos para identificar e estimular talentos desde cedo.
O prefácio do livro é assinado pelo economista Marcos Lisboa, que destaca a trajetória do pesquisador e sua atuação baseada em evidências científicas e experiência na formulação de políticas públicas.
Sobre o autor
João Batista Araújo e Oliveira é psicólogo, Ph.D. em Educação pela Florida State University e pós-doutor pela Stanford Graduate School of Business. Sua trajetória reúne atuação acadêmica, participação em organismos internacionais e experiência na formulação de políticas públicas.
O pesquisador também ocupou cargos de liderança nos Ministérios do Planejamento, da Desburocratização e da Educação, com trabalhos voltados às áreas de educação, desenvolvimento econômico e gestão pública.
Ficha técnica
- Título: Inteligência – O Ativo Estratégico que o Brasil Não Pode Desperdiçar
- Autor: João Batista Araújo e Oliveira
- Editora: IDados
- Lançamento: julho de 2026
