A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciada à meia-noite desta terça-feira (4/8), provoca mudanças no trânsito e no transporte público da capital paulista. Como uma das principais medidas para reduzir os impactos à população, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos.
A paralisação afeta parcialmente as linhas 11-Coral e 12-Safira e interrompe completamente a circulação da linha 13-Jade, que liga a capital ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Na linha 11-Coral, os trens operam apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já na linha 12-Safira, a circulação ocorre somente entre Brás e Engenheiro Goulart.
Para tentar minimizar os transtornos, a prefeitura ativou o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (Paese), com ônibus atendendo as regiões das estações afetadas. O Metrô também reforçou a operação nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, colocando mais trens em circulação.
Mesmo com as medidas, passageiros enfrentaram plataformas lotadas nas primeiras horas da manhã. Às 7h50, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 412 quilômetros de congestionamento em toda a cidade, reflexo da migração de usuários do transporte ferroviário para carros e ônibus.
Motivo da greve
Os trabalhadores da CPTM protestam contra o processo de privatização das linhas, concluído em julho. A concessão foi temporariamente suspensa após um incêndio registrado na primeira semana de operação da empresa Trívia, responsável pela gestão do serviço.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a garantia dos empregos de cerca de 4 mil trabalhadores e o cancelamento da privatização. Os grevistas afirmam que o processo foi conduzido com pouca transparência e que a concessão prejudica tanto os funcionários quanto os usuários do transporte ferroviário paulista.
