O custo de vida em Belo Horizonte subiu 0,41% em julho, abaixo da alta de 1,29% registrada em junho, segundo levantamento divulgado pela Fundação Ipead. A desaceleração da inflação na capital foi impulsionada principalmente pela queda nos preços de alimentos consumidos em casa, enquanto despesas com transporte, lazer e alimentação fora do domicílio pressionaram o índice no período.
De acordo com o gerente de pesquisa do Ipead, Eduardo Antunes, os alimentos in natura foram os principais responsáveis pela redução no ritmo da inflação. Entre os destaques estão a queda média de 1,87% nos hortifrutigranjeiros, com recuos superiores a 20% no tomate e de mais de 18% na batata inglesa. O pão francês e os custos com mão de obra também registraram redução no mês.
Em contrapartida, o período de férias escolares elevou os gastos com turismo e transporte. As passagens aéreas tiveram aumento superior a 18%, enquanto as excursões apresentaram a maior contribuição individual para a alta do índice. Também houve aumento nos preços das bebidas consumidas em bares, com a cerveja ficando quase 8% mais cara, além da alta de mais de 19% nos pneus e câmaras de ar, pressionando os custos de manutenção de veículos.
Os produtos industrializados registraram alta média de 1,03%. Embora as refeições em restaurantes tenham apresentado leve queda de 0,30%, os reajustes nas bebidas mantiveram elevada a inflação da alimentação fora de casa.
Entre as famílias com renda de até cinco salários mínimos, o custo de vida avançou 0,45% em julho, acima da média geral da capital. No acumulado de 12 meses, a inflação para esse grupo chegou a 3,85%.
Considerando todas as faixas de renda, a inflação acumulada em Belo Horizonte nos últimos 12 meses alcançou 4,14%, segundo a Fundação Ipead.
