Atlético e Cruzeiro estão em meio a uma dobradinha de jogos pelas quartas de final da Copa do Brasil. O primeiro duelo foi disputado na última terça-feira (25/8), com mando da Raposa, e terminou empatado em 1 a 1, com gols de Arroyo para o time celeste e Renan Lodi para o Galo. A partida de volta acontece na próxima terça-feira (1/9), na Arena MRV. Caso um novo empate persista, a vaga será decidida nos pênaltis. Mas, afinal, quando foi a última vez que um clássico mineiro terminou nas penalidades máximas?
O último encontro de Atlético e Cruzeiro decidido na marca da cal aconteceu há 24 anos, em 2002, pela semifinal da Copa Sul-Minas.
O clássico da Sul-Minas 2002
O primeiro clássico válido pela semifinal da Copa Sul-Minas de 2002, disputado no Mineirão, já havia sido um verdadeiro teste para cardíacos. O empate por 1 a 1, com gols de Edgar para o Atlético e Edílson Capetinha para o Cruzeiro, deixou a eliminatória completamente em aberto para o confronto de volta.
A definição da vaga na decisão, contudo, pegou fogo mesmo na segunda partida. No tempo regulamentar, o placar espelhou o equilíbrio rigoroso da disputa e repetiu o marcador da ida: novo 1 a 1. O Atlético saiu na frente ainda no primeiro tempo com um gol de falta de Rodrigo, mas o zagueiro Luisão deixou tudo igual para a Raposa logo no início da etapa complementar. Com a igualdade persistindo, o destino do clássico foi empurrado para a dramática disputa de pênaltis.
Naquela série emocionante, o Cruzeiro levou a melhor e venceu por 4 a 2, ostentando 100% de aproveitamento nas cobranças convertidas por Vânder, Jussiê, Jorge Wagner e Lúcio. Do lado alvinegro, a sorte não sorriu: Bosco parou na defesa do goleiro Jefferson em sua batida, enquanto Baiano acabou isolando a bola por cima do travessão na quarta cobrança.
Com a classificação assegurada, o time celeste coroou a campanha dias depois ao conquistar o título do torneio regional diante do Athletico Paranaense. Curiosamente, desde aquela eletrizante tarde de abril de 2002, o destino em mata-matas guardou a rivalidade de outras formas, sem que os dois maiores clubes de Minas Gerais voltassem a se cruzar na terrorífica e gloriosa roleta-russa das penalidades máximas.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Leandro Cabido
