O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), indicou nesta segunda-feira (31/8) o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU) com a saída do ministro Bruno Dantas. A intenção é colocar o nome do ex-presidente do Senado em votação no plenário já nesta terça-feira (1º/9).
A indicação foi formalizada por meio do Decreto Legislativo 995/2026. Alcolumbre também comunicou a escolha a senadores e ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho.
O presidente do Senado pediu ainda que líderes partidários assinassem o documento de indicação. A iniciativa busca demonstrar apoio de diferentes bancadas ao nome do senador mineiro.
Caso não haja quórum suficiente para analisar a indicação nesta terça, a expectativa é de que a votação seja realizada até quarta-feira (2/9).
Pacheco deixa disputa eleitoral e pode ir para o TCU
A indicação abre um novo caminho para Rodrigo Pacheco após o senador decidir não disputar o governo de Minas nas eleições deste ano. O parlamentar chegou a participar das articulações para a sucessão estadual, mas anunciou em maio que não seria candidato e afirmou que não pretendia rever a decisão.
Depois de desistir da disputa, Pacheco chegou a sinalizar a possibilidade de deixar a vida pública. Agora, poderá ocupar uma cadeira no TCU caso tenha o nome aprovado.
Pacheco presidiu o Senado e o Congresso Nacional e atualmente exerce mandato de senador por Minas Gerais.
A vaga para a qual foi indicado pertence à cota de escolha do Senado. Antes de assumir o posto, porém, o nome de Pacheco ainda precisa passar pelo processo de aprovação no Congresso.
Bruno Dantas deixa tribunal após 12 anos
A cadeira foi aberta após Bruno Dantas formalizar nesta segunda-feira a saída do TCU. Ele pediu que a vacância produza efeitos a partir de 9 de setembro.
Dantas, de 48 anos, estava no tribunal desde 2014 e poderia permanecer no cargo até os 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Entre 2022 e 2024, presidiu a Corte.
Ao anunciar a decisão, Dantas afirmou que pretende se dedicar a “novos projetos” e defendeu a rotatividade nos altos cargos públicos.
“Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude”, afirmou.