O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda (7/9), que pretende indicar cinco ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. Durante discurso a apoiadores na Avenida Paulista, ele voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes e disse que uma de suas prioridades seria, segundo ele, “resgatar a credibilidade” do Judiciário.
Ao falar sobre a composição da Corte, Flávio declarou que não pretende permitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faça novas indicações ao tribunal e afirmou que Moraes deixará o Supremo. “Eu vou indicar cinco ministros pro Supremo Tribunal Federal, porque Alexandre de Moraes vai cair”, afirmou.
Na sequência, o candidato concentrou as críticas em Moraes, mas procurou separar o ministro do restante da Corte e do Judiciário. “Eu vou trabalhar para resgatar a credibilidade do Judiciário brasileiro. Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre. Não pode contaminar toda a Corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes. O Judiciário não é Alexandre de Moraes. A magistratura não é Alexandre de Moraes”, disse.
Defesa de Bolsonaro
Durante o discurso, Flávio também voltou a defender o pai, Jair Bolsonaro, e classificou como “farsa” o processo relacionado aos atos de 8 de janeiro. Ao falar sobre a disputa presidencial, afirmou que pretende dar continuidade ao projeto político do ex-presidente.
“Eu acredito que é propósito de Deus a missão que o Bolsonaro passou pro seu filho primogênito. Eu tô encarando com muita fé, com muita força, com muita dedicação, mesmo que a minha própria vida esteja em risco”, disse.
O candidato também afirmou acreditar em uma tentativa de interferência no processo eleitoral e disse que ele e aliados poderiam ser alvos durante a campanha. “Vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas também nos meus aliados. E o que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições: não vai adiantar nada”, afirmou.
Segurança pública e redução da maioridade penal
Além das críticas ao STF, Flávio apresentou propostas para a segurança pública. Ele prometeu trabalhar para classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e defendeu a redução da maioridade penal.
“A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra aos narcoterroristas desse país. PCC, Comando Vermelho e milícias vão ser classificados como terroristas”, disse.
O senador também defendeu penas mais duras para determinados crimes, incluindo uma pena mínima de oito anos para furto de celulares e castração química para estupradores e abusadores de mulheres.
“Eu vou trabalhar para reduzir a maioridade penal. Eu vou trabalhar para cortar impostos. Eu vou trabalhar para aprovar castração química para estuprador e abusador de mulher. Ladrão de celular vai ficar preso no mínimo oito anos e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia”, declarou.