O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) estendeu na manhã desta segunda-feira (7/9), feriado da Independência, uma faixa gigante na fachada de um prédio da Avenida Paulista, em São Paulo, com a imagem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atrás das grades. O painel traz a frase “Chega de intocáveis”, representa Moraes como um fantoche e integra uma série usada por Zema na campanha.
Diante da faixa, sem citar o ministro pelo nome, Zema afirmou que, em qualquer país civilizado, um ministro “prestando serviços pra um bandido” já teria sido expulso e provavelmente preso. O ex-governador de Minas Gerais também criticou Flávio Dino, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que, segundo ele, formam uma “turminha” interessada em manter a situação porque “tem muita gente poderosa se beneficiando”. Zema ainda acusou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de ter comprado autoridades, sem apresentar provas.
No vão do MASP, o candidato defendeu mudanças na escolha dos ministros do Supremo. Zema propôs a adoção de uma lista tríplice e a indicação de nomes com mais de 60 anos e trajetória acadêmica. A pressão de candidatos pela saída de Moraes ganhou força após o Estadão revelar diálogos entre o ministro e Daniel Vorcaro.
O ato do Partido Novo em frente ao museu reuniu poucos militantes. Manifestantes do PT hostilizaram o candidato e foram contidos pela Polícia Militar. Zema governou Minas Gerais desde 2019 e renunciou ao cargo em março deste ano para disputar a Presidência.
