Almoçar fora todos os dias pode consumir uma parte grande do orçamento. Em Belo Horizonte, o gasto mensal com almoço e bebida pode chegar a R$ 1.421,61, o equivalente a quase 88% do salário mínimo de 2026, que é de R$ 1.621.
Os valores fazem parte de uma pesquisa do MercadoMineiro, realizada entre os dias 8 e 11 de setembro em 104 restaurantes e self-services da capital. O levantamento também encontrou diferenças de até 945% nos preços cobrados pelos estabelecimentos.
A maior variação foi registrada na comida a quilo. O preço do quilo encontrado na pesquisa foi de R$ 19,99 a R$ 209. O valor médio ficou em R$ 81,13.
No prato feito ou executivo, os preços foram de R$ 16 a R$ 69,90. Já o marmitex grande apareceu entre R$ 16 e R$ 49,90, enquanto o pequeno variou de R$ 11,50 a R$ 32,90.
As bebidas também podem fazer diferença na conta. O suco natural custava entre R$ 5 e R$ 14,90, enquanto a lata de refrigerante variava de R$ 4,50 a R$ 9,90.
Quanto o almoço pode levar do salário
Para mostrar o impacto no bolso, o MercadoMineiro calculou quanto uma pessoa gastaria se almoçasse fora durante 30 dias.
Na opção de comida a quilo, considerando uma refeição de 500 gramas e um suco natural, o gasto médio chega a R$ 47,39 por dia. Em um mês, são R$ 1.421,61.
Isso significa que quase nove em cada dez reais de um salário mínimo seriam destinados apenas aos almoços do mês.
No prato feito, a conta fica um pouco menor: R$ 39,80 por dia, ou cerca de R$ 1.194 ao longo de 30 dias. O valor representa aproximadamente 74% do salário mínimo.
Já o marmitex grande apresenta o menor custo entre as três opções analisadas. Com a bebida incluída, o gasto estimado é de R$ 35,97 por dia, chegando a cerca de R$ 1.079 no mês, o equivalente a aproximadamente 67% do salário mínimo.
Na prática, a diferença entre escolher a comida a quilo e o marmitex grande chega a cerca de R$ 343 no fim do mês.
Preços subiram desde janeiro
A pesquisa também comparou os preços médios registrados em janeiro e setembro de 2026. Quase todos os itens ficaram mais caros no período.
O refrigerante em lata teve a maior alta, de 5,96%. O marmitex grande subiu 4,83%, enquanto o suco natural ficou 4,89% mais caro.
A comida a quilo teve aumento de 2,92% no preço médio. Já o marmitex pequeno subiu 1,49% e o prato feito ou executivo, 0,88%.
Os preços, no entanto, podem variar bastante de acordo com o estabelecimento. Localização, estrutura, variedade e atendimento também influenciam no valor final. Por isso, para quem precisa comer fora com frequência, pesquisar antes de escolher onde almoçar pode representar uma economia significativa no fim do mês.
