Minas Gerais está parada no tempo e a sua infraestrutura é incompatível com a grandeza do Estado. Nos últimos anos não tivemos uma governança capaz de dialogar com o governo federal, o que prejudicou o povo mineiro de inúmeras formas. A começar pela falta de investimentos em infraestrutura de rodovias e em grandes projetos de desenvolvimento que pudessem gerar empregos, renda e qualidade de vida para a população. Também perdemos nosso protagonismo político no cenário nacional por falta de disposição para o diálogo institucional.
Precisamos retomar a atração de grandes empreendimentos para o Estado, a partir do diálogo também com investidores. Para isso, temos que preparar o ambiente de negócios e capacitar mão de obra qualificada entre nossos jovens e adultos em idade produtiva, que seja capaz de atender às novas exigências profissionais, com espírito de inovação e empreendedorismo.
Para termos um capital humano habilitado para atender às demandas que a vida moderna exige é necessário investir na educação e formação profissional capaz de atender às especificidades mercadológicas. Valorizar professores da rede pública, adequar as escolas ao avanço tecnológico, fortalecer e expandir universidades estaduais – UEMG e Unimontes, com unidades em locais estratégicos – e aumentar e fortalecer parcerias com o sistema S, entidades ligadas à indústria, comércio, serviços, agronegócio e pequenas e médias empresas, são medidas fundamentais para trilhar o caminho do desenvolvimento socioeconômico que buscamos.
Portanto, um estado da magnitude de Minas Gerais, que tem terras raras; turismo de natureza, religioso e cultural; uma gastronomia única no País; água abundante e povo hospitaleiro precisa de gestão ousada e vigorosa, e espírito desenvolvimentista. E que apresente um projeto de governo capaz de dialogar com as demais instâncias de poder, como empresários, trabalhadores e toda a sociedade civil para alcançarmos um feito ao modo JK: desenvolver em quatro anos o equivalente a 40 -, exercendo menos o papel de síndicos de massa falida.
Chegou a hora de reconstruirmos Minas Gerais rumo a um maior protagonismo na economia nacional. E para potencializar tudo isso, penso que criar uma estrutura pública com foco atração de investimentos para o Estado, nos moldes do Office for Investment, do Reino Unido, com vistas a desburocratizar etapas, acelerar com absoluto respeito às leis as autorizações necessárias para a implantação das atividades com total segurança jurídica, para tornar Minas mais eficiente e competitiva para atrair investimentos estratégicos que gerem empregos, aumentem a produtividade e fortaleçam setores considerados prioritários.
