Durante o evento anual da Meta, o CEO Mark Zuckerberg revelou uma novidade no catálogo de hardware da empresa: o Muse Charm. O dispositivo portátil funciona como uma espécie de “Tamagotchi” moderno e traz integrado um agente de inteligência artificial próprio, em um aceno direto aos saudosistas dos anos 1990.
Com o tamanho aproximado de um relógio de bolso, o aparelho permite que os usuários interajam diretamente com um personagem virtual. A iniciativa reflete a estratégia das grandes empresas de tecnologia de criar plataformas independentes, reduzindo a dependência dos sistemas operacionais do Google e da Apple.
O equipamento conta com uma tela de cerca de duas polegadas controlada pelo polegar e possui suporte para conexão 5G, garantindo acesso contínuo à inteligência artificial mesmo sem Wi-Fi. Além disso, a principal diferença em relação aos smartphones tradicionais é que o dispositivo não realiza chamadas telefônicas.
Nostalgia e novas formas de interação
Analistas do setor apontam que o lançamento pode atrair especialmente o público jovem, impulsionado pela recente tendência de resgate nostálgico de eletrônicos clássicos. Nesse sentido, o formato compacto dialoga com o interesse renovado por câmeras digitais e tocadores de mídia retro.
De acordo com pesquisas de mercado, muitos usuários dessa geração já enxergam os assistentes digitais como companheiros de rotina ou parceiros de conversa, superando a visão do recurso como simples ferramenta de busca.
Por fim, o comportamento desse público prioriza interações dinâmicas por notas de voz, vídeos curtos e robôs virtuais. Essa abordagem afasta-se do perfil dos consumidores mais velhos, que mantêm a preferência pelo uso tradicional de computadores e aplicativos para celulares.
