O candidato ao governo de Minas Cleitinho Azevedo (Republicanos) ironizou, nesta quinta-feira (1º/10), os ataques recebidos de adversários na reta final da campanha e disse que as críticas não devem afetar sua candidatura. Durante evento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), o senador respondeu com “muito amor, né?” ao ser questionado sobre ter se tornado alvo dos concorrentes, pediu que eles “tirem a soberba” e passem a apoiá-lo e defendeu uma vitória ainda no primeiro turno. Cleitinho também falou sobre redução de impostos, relação com empresários, agronegócio e segurança pública.
A declaração ocorre depois de Cleitinho ter sido alvo de cobranças de adversários no debate da TV Globo, na terça-feira (29/9). Mateus Simões (PSD), por exemplo, questionou o senador sobre a destinação de emendas para a segurança pública e sobre pessoas próximas a ele. Em outro embate, Mateus acusou o deputado federal Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em Minas, de ter oferecido R$ 10 milhões em propina. Cleitinho rebateu as acusações durante o debate.
Questionado nesta quinta se a ofensiva dos adversários poderia afetá-lo, Cleitinho respondeu: “Muito amor, né? Zero chance, porque eu sou um cara limpo. Sou um cara transparente, verdadeiro”.
O candidato afirmou que alguns dos concorrentes que agora o criticam defendiam, meses atrás, uma união política. Sem citar nomes, Cleitinho disse que eles deveriam apoiá-lo nesta reta final.
“Esses candidatos estão fazendo isso, há uns seis meses estavam falando que tinha que estar unido. Então, acho que agora chegou a hora de unir”, afirmou.
Cleitinho também citou as pesquisas eleitorais ao pedir uma mudança de postura dos adversários.
“Está na hora de eles terem humildade, tirar a soberba e poder me apoiar, já que era para estar todo mundo junto, para que o passado não volte. […] Acho que eles deveriam agora parar de ficar me atacando e poder me abraçar e me ajudar”, disse.
Cleitinho pede vitória no primeiro turno
Questionado sobre uma pesquisa DataTempo que aponta a possibilidade de vitória no primeiro turno a partir dos votos válidos, Cleitinho pediu votos para tentar encerrar a disputa já no domingo.
“É muito mais importante a gente terminar no primeiro turno, e aí eu peço agora para quem está me vendo aqui: votar para acabar com o primeiro turno”, afirmou.
O candidato relacionou a realização do segundo turno ao aumento dos gastos eleitorais e destacou que não utiliza recursos do fundo eleitoral.
“Segundo turno é mais dinheiro público gasto no ralo”, disse.
Cleitinho também afirmou que pretende terminar a eleição com a campanha mais barata entre candidatos a governador que lideram pesquisas.
Cleitinho rebate questionamentos sobre voos
Durante a coletiva, Cleitinho também reagiu às críticas relacionadas aos voos realizados por ele e rejeitou a possibilidade de ficar inelegível por causa do caso.
“Estão mentindo agora, dizendo que eu posso ficar inelegível. Acho que bateu tanto desespero nesse pessoal, falando que eu vou ficar inelegível por causa de voo. Pelo amor de Deus, parem de mentir. Aceita que dói menos”, afirmou.
O senador disse que passou a campanha sem prejudicar adversários e recomendou que os concorrentes concentrem esforços na busca por votos.
“Em vez de estar preocupado comigo, vocês estão preocupados tanto comigo, estão esquecendo de pedir voto, por isso que vão perder”, declarou.
Encontro com o comércio
No evento desta quinta-feira, o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, entregou a Cleitinho a Agenda Estadual do Sistema Comércio de Minas Gerais. O documento reúne demandas do empresariado mineiro nas áreas de infraestrutura, eficiência pública, inovação e ambiente de negócios.
Cleitinho afirmou que pretende montar uma equipe técnica e manter diálogo frequente com representantes do setor produtivo caso seja eleito.
“Não é o comerciante que tem que depender do Estado, é o Estado que tem que depender do comerciante, porque quem produz é o comerciante. O Estado só dá despesa”, afirmou.
Questionado sobre uma possível redução de tributos para o comércio, o candidato disse que pretende reduzir impostos e citou o IPVA.
“Se eu estou querendo reduzir IPVA, eu sou um governador que vou fazer um Estado menor e um comércio maior”, disse.
Sobre empresas como Shein e Shopee, Cleitinho afirmou que pretende buscar, dentro das competências estaduais, um equilíbrio entre consumidores e empresários.
Energia e estradas para o agro
Ao falar sobre o agronegócio, Cleitinho citou reclamações de produtores sobre energia e estradas. O candidato criticou o patrocínio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e defendeu investimentos no fornecimento de energia ao campo.
“Por que a Cemig não pega e faz esse investimento? No meu governo vai ser assim. O produtor rural vai ter, sim, energia”, afirmou.
Cleitinho também criticou as condições das estradas e disse que pretende fazer dos órgãos estaduais parceiros dos produtores.
“O Estado vai ser parceiro, não inimigo”, resumiu.
Falas sobre segurança pública
Para a segurança pública, Cleitinho defendeu autonomia para policiais, valorização dos profissionais e investimentos em estrutura e tecnologia.
O candidato voltou a propor o uso de câmeras inteligentes para monitorar a criminalidade no interior de Minas. Ele também afirmou, sem citar nomes, que um adversário estaria utilizando uma proposta apresentada por ele.
“A gente vai valorizar vocês, sim, vai trazer estrutura com tecnologia. […] Poder monitorar com câmeras inteligentes em todo o interior de Minas Gerais”, afirmou.