O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou nesta quinta-feira (1/10) o pedido da defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para afastar o ministro Flávio Dino de processos relacionados ao parlamentar, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às eleições de 2026.
O pedido havia sido apresentado na quarta-feira, 30 de setembro. A defesa alegou que Dino deveria ser considerado suspeito por causa da relação de proximidade com Lula, de quem foi ministro da Justiça, e pediu a redistribuição dos processos para outros integrantes do Supremo.
Pedido envolvia processos eleitorais
Os advogados de Flávio também solicitaram, em caráter liminar, a suspensão dos processos sob relatoria de Dino que envolvessem o senador, Lula ou a disputa presidencial até a análise do pedido de suspeição.
Entre os casos citados pela defesa está a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração envolve suspeitas relacionadas ao uso de recursos públicos e ao financiamento da produção.
A defesa já havia tentado anteriormente retirar a investigação sobre o filme da relatoria de Dino. Em julho e agosto, foram apresentados pedidos para que o caso fosse transferido ao ministro André Mendonça.
Dino continua na relatoria
Com a decisão de Fachin, Dino permanece responsável pelos processos mencionados no pedido da defesa. A decisão sobre a suspeição tramita sob sigilo, e a íntegra do despacho de Fachin não foi divulgada.
Dino também é relator de um dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.
A decisão ocorre três dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para domingo (4/10).
