Ao menos 12 autores mineiros estão entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti 2026, cuja lista reúne dez concorrentes em cada uma das 23 categorias da premiação. Entre os representantes do estado estão Adélia Prado, Humberto Werneck, Carlos Herculano Lopes e Fernanda Teixeira Ribeiro. Minas também aparece na disputa com projetos de incentivo à leitura e editoras sediadas no estado. Os cinco finalistas de cada categoria serão anunciados em 14 de outubro.
Aos 90 anos, Adélia Prado concorre na categoria Poesia com “O jardim das oliveiras”, obra que reúne poemas produzidos entre as décadas de 1960 e 1980.
Também na poesia, Edimilson de Almeida Pereira disputa com “Porte étoile”.
Na categoria Crônica, Minas tem dois representantes citados entre os semifinalistas. Humberto Werneck concorre com “Viagem no país da crônica”, enquanto Carlos Herculano Lopes está na disputa com “200 crônicas escolhidas”.
Mineiros concorrem em diferentes categorias
Fernanda Teixeira Ribeiro aparece entre os semifinalistas de Autor Estreante – Romance com “Cantagalo”, publicado pela Todavia.
Rodrigo Sena Magalhães concorre em Romance de Entretenimento com “A sombra da mentira”. O policial acompanha Olga, uma jornalista envolvida com um serial killer após criticar a demora na investigação de uma série de assassinatos de mulheres.
Leo Cunha aparece em duas categorias. Na Infantil, concorre com “A letra”, em parceria com Raquel Matsushita. Já na Juvenil, disputa com “As figuras do nosso prédio”.
Em Artes – Não Ficção, Guilherme Diniz concorre com “Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas”, obra sobre o movimento criado por Abdias do Nascimento.
Nelson Cruz está entre os semifinalistas de Ilustração com “Gran circo”, história de José Rezende Júnior.
Biografias e reportagens
A categoria Biografia e Reportagem também tem presença mineira. A jornalista Virginia Siqueira Starling concorre com “Quem é essa mulher?: uma biografia de Zuzu Angel”.
Ruy Castro aparece com “Trincheira tropical”, sobre a influência da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro.
Felipe Nunes, fundador da Quaest, também está na disputa com “Brasil no espelho”.
Os três concorrem na mesma categoria de obras como “Coisa de rico”, de Michel Alcoforado, além das biografias de Roberto Marinho, escrita por Leonencio Nossa, e de Oswald de Andrade, de Lira Neto.
Projetos e editoras de Minas
A participação mineira também alcança projetos de incentivo à leitura. O Sempre um Papo, criado pelo escritor e jornalista Afonso Borges, concorre na categoria Incentivo à Leitura.
O Programa de Rádio Universo Literário, da Rádio UFMG Educativa e comandado pela jornalista Fábia Pereira Lima, também aparece entre os semifinalistas.
O Instituto Cultural AbraPalavra, de Belo Horizonte, concorre com “Palavra que aproxima: narração artística como prática de formação de comunidades leitoras”. Em 2025, a instituição conquistou o primeiro lugar na categoria Fomento à Leitura.
Entre as editoras sediadas em Minas com presença entre os semifinalistas estão Grupo Autêntica, Impressões de Minas, Relicário Edições, Editora Moinhos e a Editora da Universidade Federal de Uberlândia (EDUFU).
Próximas etapas do Jabuti
Os cinco finalistas de cada uma das 23 categorias serão anunciados em 14 de outubro. Os vencedores serão conhecidos em 27 de novembro, durante cerimônia na Sala São Paulo, na capital paulista.
O vencedor do Livro do Ano poderá escolher participar de uma das feiras internacionais do livro de Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), além de receber R$ 70 mil.
Os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e prêmio de R$ 5 mil.