Prestes a completar três séculos de história no país em 2027, a cafeicultura se consolidou como um dos principais pilares econômicos e culturais do Brasil. Diante desse marco histórico, a Semana Internacional do Café (SIC 2026) promoverá debates sobre os desafios futuros do setor entre os dias 11 e 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte.
Em entrevista ao programa Meio-Dia em Pauta, da 98 News, a analista de agronegócio do Sistema FAEMG SENAR Minas, Ana Carolina Gomes, destacou a relevância do produto na geopolítica do agronegócio. Atualmente, o país lidera a produção e a exportação global, sendo responsável por fornecer uma a cada três xícaras consumidas no mundo.
“Foram três séculos de história que até se confundem com a própria formação econômica do Brasil. O café percorreu diversos territórios: começou no Pará, foi para São Paulo e Paraná, e Minas hoje se torna um grande protagonista da cafeicultura mundial. Foi responsável pela industrialização e pela formação de várias cidades”, ressaltou a analista.
Inovação, sustentabilidade e protagonismo feminino
Para acompanhar as exigências do mercado global, a cafeicultura nacional vem se adaptando com tecnologia de precisão, certificações de qualidade e foco em sustentabilidade. Essa capacidade de reinvenção garante a presença constante do insumo em mais de 90% dos lares brasileiros.
“A gente tem diversos outros fatores e variáveis que se conectam a essa bebida, como a questão da qualidade. O café especial é visto de forma diferenciada. Os consumidores entendem muito mais sobre esse processo de certificação e os produtores vêm sendo resilientes e se adaptando”, explicou Ana Carolina.
A 14ª edição da SIC reunirá produtores, cooperativas, torrefações, exportadores e consumidores no Expominas. O evento abrigará feiras de negócios, campeonatos nacionais e debates urgentes sobre o impacto de mudanças climáticas, novas regulações internacionais e inteligência artificial no campo.
“Para a edição de 2026, a gente vai trazer discussões sobre mudanças climáticas e resiliência, ciência e tecnologia, inteligência artificial, acesso a mercados e o protagonismo das mulheres. Vamos ter o Summit Mulheres, em comemoração ao ano da mulher agricultora, dando palco às histórias inspiradoras de toda a cadeia”, concluiu.
