Horas depois de um temporal que provocou alagamentos e transtornos em Belo Horizonte, a prefeitura apresentou nesta segunda-feira (05/10) o Plano de Chuvas 2026/2027. O lançamento ocorre em um cenário de atenção para a capital, com previsão de influência do El Niño e possibilidade de eventos climáticos extremos.
O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes, afirmou que a mudança climática já exige adaptação das cidades e que o El Niño pode contribuir para condições mais extremas.
“Podemos ter chuvas acima da média, podemos ter vento e podemos ter picos de calor em momentos sazonais.”
O plano prevê atuação integrada de diferentes secretarias, com limpeza de bueiros, desobstrução de córregos, monitoramento das áreas de risco e preparação de abrigos. As ações também precisam responder aos pontos da cidade que continuam registrando alagamentos durante chuvas mais intensas.
Belo Horizonte aparece em uma área de neutralidade nos mapas climáticos, segundo o subsecretário. Isso significa que não há uma tendência definida para a capital. Por estar em uma área de transição, a cidade pode sofrer influência de diferentes cenários previstos para as regiões ao redor.
“Por essa faixa branca, quer dizer, nós estamos na transição. Então, podemos ter influência do que está previsto para o norte, podemos ter influência do que está previsto para o sul. Na verdade, a prefeitura se prepara para os três eventos.”
Atualmente, a prefeitura monitora 48 áreas de risco por meio da Urbel, com atenção para a possibilidade de deslizamentos e quedas de muros.
A Defesa Civil orienta a população a não atravessar ruas alagadas durante temporais, manter distância de árvores e estruturas que possam oferecer risco e acompanhar os alertas oficiais. Em caso de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.
