O feijão tropeiro mais famoso do Mineirão começou em uma pensão no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte. A história foi contada por Eliane Assis, dona do Tropeiro do 13, no Buteco 98 do último sábado (17), transmitido ao vivo do restaurante, no bairro Planalto, com Antonélio e Nenel.
“A pensão da minha tia era lá no bairro Padre Eustáquio. O endereço eu não vou saber, porque tem muitos anos, mas logo ela foi levada para o Mineirão”, contou Eliane.
Da pensão para a arquibancada
O tropeiro já era servido na pensão. A receita só precisou de ajustes quando foi para o estádio, onde a quantidade era muito maior. “Como no Mineirão era quantidade maior, eles fizeram uma medida para que o tropeiro saísse mais padronizado”, explicou.
A família chegou ao Mineirão em 1977, quando a mãe de Eliane assumiu o Bar 13. Na época, os bares do estádio eram numerados de 1 a 36. O 13 ficava na arquibancada inferior, que Eliane chamava de “arquibancada de baixo” quando era criança.
O número 13 é associado ao Galo, mas o bar ficava no meio da torcida do Cruzeiro. Em dia de clássico, isso não impedia os atleticanos de comer o tropeiro. “Eu ficava na corda, na divisão do estádio, mas o pessoal ainda vinha sem camisa, pegava o tropeiro e levava para a outra torcida. Tinha esse acordo entre o pessoal”, lembrou Eliane.
Para os apresentadores, a história resume o espírito do Bar 13: um ponto democrático no estádio, onde a rivalidade parava na fila do tropeiro.
Assista ao Buteco 98 completo
No programa, Eliane também falou das amizades que atravessaram gerações, dos clientes que pagavam a caderneta meses depois e de como a família foi criada atrás do balcão do Mineirão.

