O direcionamento de impostos para causas sociais por empresas do regime de lucro real será o tema central do Summit IMC em Belo Horizonte. O evento gratuito reunirá empresários e especialistas no dia 22 de outubro na capital mineira. Além disso, o encontro desmistificará como destinar até 5% do Imposto de Renda sem aumentar a carga tributária. Portanto, o mecanismo surge como uma alternativa acessível de transformação social e investimento local.
“A lei de incentivo à cultura pode ser destinada de 1% a 5% do seu imposto de renda para as leis de incentivo. As empresas de lucro real podem utilizar via leis de incentivo essa doação. Você entra em contato com a instituição e o seu contador pode fazer essa destinação, é algo muito simples de ser feito”, pontuou a presidente do Instituto Melo Cordeiro, Kethlin Cordeiro.
Apesar das vantagens previstas na legislação, a falta de informação ainda impede que muitas companhias utilizem o benefício fiscal. Por isso, o Summit IMC debaterá soluções para conectar os contadores às ONGs cadastradas. Nesse sentido, o desconhecimento dos gestores corporativos permanece como a principal barreira para a expansão do impacto social em Minas Gerais.
“Eu acredito que seja o desconhecimento da lei e o desconhecimento da facilidade de fazer essa destinação. Quando você tem lucro real, é só conectar as ONGs que já estão cadastradas com o seu contador, que pode fazer essa doação com facilidade. Por isso estamos fazendo o summit em BH, para que as pessoas consigam entender como podemos fazer isso juntos”, ressaltou a especialista.
Estratégias corporativas e perenidade de negócios
Durante a programação do evento, a integração entre investimentos sociais e metas corporativas (ESG) ganhará destaque nas discussões. A prática fortalece projetos voltados à infância, adolescência e reciclagem na comunidade. Com isso, companhias que apoiam causas sociais garantem maior confiabilidade perante o mercado e clientes. Assim, o apoio a ONGs reforça a sustentabilidade financeira dos empreendimentos no longo prazo.
“Ao longo do tempo o impacto social foi muito separado de negócios, e hoje percebemos que isso é estratégia de negócio. As empresas querem se conectar com marcas que têm valores parecidos. Fazer esses investimentos sociais passou a ser uma estratégia positiva para a perenidade e sustentabilidade financeira das empresas”, concluiu Kethlin Cordeiro.
