O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que são praticamente inexistentes as chances de anulação da eleição presidencial e orientou apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a não promoverem manifestações nas ruas. A posição contrasta com a de Flávio, que contestou o resultado e anunciou que pretende recorrer à Justiça.
Em vídeo publicado nesta segunda-feira (26/10), Nikolas comentou o resultado das urnas e recomendou que seus seguidores não realizassem atos públicos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a eleição com 51,79% dos votos válidos, mais de 64,2 milhões de votos. Flávio Bolsonaro obteve 48,21%, cerca de 59,8 milhões. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
Nikolas divulga informação falsa sobre resultado em Minas
No vídeo, Nikolas afirmou que aquela teria sido a primeira eleição em que o candidato vencedor em Minas Gerais não conquistou a Presidência da República. A informação é falsa.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Lula também venceu no estado, com 50,43% dos votos válidos, ou 6.351.099 votos. Flávio recebeu 49,57%, totalizando 6.241.786 votos.
A vantagem de Lula em Minas foi de 109.313 votos. Desde 1989, todos os presidentes eleitos também venceram no estado, historicamente considerado um termômetro eleitoral do país.
Flávio anuncia recurso contra resultado
Após a apuração, Flávio afirmou que não reconheceria a derrota e que buscaria anular a eleição. Segundo o senador, sua equipe jurídica analisa medidas para contestar o resultado na Justiça.
Entre os argumentos apresentados está a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o período de votação.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, ex-advogado do Lula, pela primeira vez na história, dá uma canetada a pedido do ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo”, afirmou Flávio.
A prorrogação do horário de votação, porém, não comprova, por si só, a existência de irregularidades que justifiquem a anulação do resultado eleitoral. Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o período de votação.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, ex-advogado do Lula, pela primeira vez na história, dá uma canetada a pedido do ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo”, afirmou o senador.