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Leninha aciona Polícia Civil após denúncias de perseguição a eleitores de Lula em MG

Por Igor Teixeira • Rede 98
27/10/2026 18:17 Atualizado há 2 horas
(Foto: Alexandre Netto/ALMG)

A deputada estadual Leninha (PT), primeira vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), acionou a Polícia Civil nesta terça-feira (27/10) para solicitar a investigação de ameaças e possíveis retaliações contra trabalhadores que apoiaram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa ocorreu após o gabinete da parlamentar receber relatos de pessoas que tiveram seus nomes expostos em listas divulgadas nas redes sociais.

Segundo a deputada, as publicações foram identificadas em diferentes municípios mineiros e compartilhadas por perfis associados à direita. Os relatos levantam suspeitas de intimidação e perseguição política contra trabalhadores em razão de suas preferências eleitorais.

“Estamos falando de violência política! É inaceitável que trabalhadores sejam expostos, perseguidos ou ameaçados por suas escolhas. Nenhum patrão tem o direito de usar seu poder econômico para intimidar quem pensa diferente”, afirmou Leninha.

A parlamentar também destacou a situação de vulnerabilidade de trabalhadores que dependem do emprego para sustentar suas famílias.

“São pessoas que dependem do salário para sustentar suas famílias e não podem viver com medo de perder o emprego por exercerem um direito constitucional. Quem ameaça o trabalhador precisa ser investigado e, se comprovado o crime, responsabilizado”, declarou.

Deputada pede identificação dos responsáveis

O pedido foi encaminhado à delegada-geral Letícia Baptista Gamboge Reis, chefe da Polícia Civil de Minas Gerais.

No documento, Leninha solicita a abertura de apuração sobre as denúncias e a realização de diligências para identificar os responsáveis pelas publicações e esclarecer as circunstâncias dos possíveis episódios de intimidação.

A parlamentar também pede que sejam preservadas e analisadas provas relacionadas aos casos, incluindo publicações nas redes sociais, mensagens, gravações, comunicações empresariais e depoimentos de vítimas e testemunhas.

Outro pedido é que os resultados das investigações sejam encaminhados aos órgãos competentes e comunicados à Assembleia Legislativa, respeitados os limites legais de sigilo.

Leninha ainda solicitou informações sobre as providências adotadas pela Polícia Civil e sobre os canais oficiais disponíveis para o recebimento de novas denúncias.

Documento cita crime de coação eleitoral

No ofício, a deputada menciona o artigo 301 do Código Eleitoral, que prevê punição para quem utiliza violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido, mesmo quando os objetivos não são alcançados.

A aplicação desse dispositivo aos casos relatados dependerá da apuração das circunstâncias e da identificação de eventual conduta criminosa.

Para Leninha, o encerramento das eleições não elimina o direito dos cidadãos de expressar suas posições políticas sem sofrer ameaças.

“A eleição terminou, mas o direito de cada cidadão pensar e se manifestar permanece. A liberdade política não termina na porta da empresa. Vamos acompanhar essas denúncias e cobrar providências para proteger os trabalhadores mineiros”, concluiu.

Até o momento, o material divulgado pelo gabinete não informa quantos trabalhadores teriam sido atingidos nem identifica as empresas ou os municípios envolvidos nas denúncias.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.