O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou seu aniversário de 81 anos nesta terça-feira (27/10), durante um pronunciamento no Palácio do Planalto, e agradeceu aos eleitores pela vitória no segundo turno das eleições presidenciais. Reeleito para um quarto mandato, Lula destacou a participação de mulheres, jovens e idosos na votação e afirmou que pretende ampliar os investimentos para transformar o Brasil em um país desenvolvido.
O presidente iniciou o discurso lembrando a mãe, que morreu aos 65 anos, e afirmou que chegar aos 81 representa um momento de gratidão.
“Hoje, eu sou 16 anos mais velho que a minha mãe. Ela morreu com 65. Então, é um dia de muita gratidão e de muita gratidão ao povo brasileiro”, declarou.
Lula também afirmou que enfrentou a oposição de setores econômicos, plataformas digitais e interesses do governo americano durante a campanha. Segundo ele, esses grupos não queriam a continuidade de seu projeto político.
O presidente agradeceu especialmente aos jovens que participaram de manifestações em defesa da democracia e destacou a mobilização feminina nas eleições.
“Essa eu acho que foi a eleição em que a mulher teve uma participação hegemônica no processo eleitoral”, afirmou.
Lula também se emocionou ao recordar imagens de idosos que compareceram às urnas com auxílio de familiares e cadeiras de rodas.
Lula defende crescimento econômico e empregos de qualidade
Ao comentar as prioridades do próximo mandato, Lula afirmou que pretende preservar e aperfeiçoar as políticas sociais, além de ampliar os investimentos para estimular a economia.
“Nós precisamos fazer o Brasil crescer um pouco mais, porque a juventude quer emprego de qualidade e salário de qualidade. Isso só é possível com a economia crescendo”, disse.
O presidente também estabeleceu como objetivo fazer com que o Brasil alcance um novo patamar de desenvolvimento econômico.
“Eu quero ver se, nesse meu último mandato como presidente, a gente tira o Brasil dessa área dos países em via de desenvolvimento e coloca o Brasil definitivamente como um país desenvolvido”, declarou.
Presidente pede fim do ódio na política
Lula também defendeu uma convivência mais respeitosa entre pessoas com posições políticas diferentes.
Segundo o presidente, adversários eleitorais não devem ser tratados como inimigos, e as divergências políticas não podem comprometer as relações familiares.
“Ninguém é inimigo de ninguém na democracia. A gente é adversário”, afirmou.
O petista disse ainda que é necessário combater o ódio e respeitar a escolha dos eleitores, independentemente do resultado das urnas.
“O voto é uma manifestação soberana de cada um de nós. A gente vota em quem quiser e tem que acatar o resultado”, concluiu.