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Dos custos da obra ao futuro com IA: Atlético destrincha operação em jogos da Arena MRV

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Arena MRV, casa do Atlético (Foto: Pedro Souza / Atlético)

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Gerir um estádio envolve também aprender e evoluir com os erros. Essa foi a tônica com que o superintendente de Operações do Atlético, Leonardo Barbosa, iniciou a terceira edição do “Por Dentro do Galo”, nesta sexta-feira (23/05), na Arena MRV. Acompanhado do diretor de tecnologia do clube, Leandro Evangelista, o Atlético apresentou detalhes sobre os custos operacionais, a precificação de ingressos e os planos para a jornada de jogos na Arena MRV.

Precificação de ingressos

Um dos assuntos mais discutidos na apresentação foi a precificação de ingressos no estádio. Ao contrário do que se fazia no passado, o Atlético utiliza, na definição do valor das entradas, uma inteligência artificial para auxiliar no processo. Além da IA, há também o “fator humano”, em que a diretoria atleticana se reúne para discutir a previsão feita pela tecnologia.

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A IA utilizada pelo Galo otimiza a receita, cria cenários e projeta a quantidade de torcedores que podem comparecer à partida. Ainda assim, há espaço para ajustes manuais, aumentando ou diminuindo, dentro da plataforma, o preço dos ingressos conforme a previsão de público.

O programa usado pela diretoria atleticana se baseia em um vasto banco de dados para criar cenários fictícios. Batizado de “Galo Lake”, o banco reúne diversos fatores, como respostas de seguidores nas redes sociais, clima, posição dos times na tabela e outros elementos que influenciam na previsão de público. Até a escalação do atacante Hulk tem peso na precificação.

Efeito Hulk

Ídolo atleticano e principal jogador do Galo nos últimos anos, o atacante Hulk tem uma influência de 2% nos cenários gerados pela IA. Quando o atleta não joga, a tendência é que menos torcedores compareçam ao estádio.

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Além de Hulk, o programa considera partidas anteriores contra o adversário, rivalidade, horário e outros fatores que influenciam na chamada “Jornada do Torcedor”. A partir disso, a IA define uma estimativa de público e o valor do ticket médio para todos os setores. O objetivo é sempre o mesmo: garantir o máximo de receita com o maior público possível em todos os jogos.

Receitas positivas

A estratégia, embora recente, vem dando resultado. Com pouco mais de um ano da Arena MRV, o Atlético obteve uma receita média de R$ 2,6 milhões por jogo, com margem líquida de 70%. Comparada ao Mineirão — definido como a “segunda casa” do Galo por Leonardo —, a Arena MRV rende cerca de 30% a mais aos cofres do clube. No Gigante da Pampulha, o Galo registra margem líquida de lucro entre 40% e 45% nas partidas. Sem considerar as duas últimas partidas (contra Fluminense e Maringá), o Atlético faturou R$ 108 milhões em receita total com jogos em seu estádio. Com a margem líquida, o lucro alvinegro foi de R$ 76 milhões em 42 partidas.

Alguns jogos têm atmosfera especial para o torcedor e geram receita igualmente expressiva ao Galo. Nas partidas contra o River Plate, pelas semifinais da Libertadores de 2024, e contra o Flamengo, na final da Copa do Brasil do ano passado, o Atlético bateu recordes e registrou margem líquida de 80%.

Futuro promissor

Mesmo com um presente satisfatório, o clube não pretende parar por aí. De acordo com Leandro Evangelista, o Galo espera implementar diversos processos para melhorar ainda mais a experiência do torcedor e, consequentemente, fidelizar o público na Arena.

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Um dos projetos é a utilização de reconhecimento facial tanto para o acesso à esplanada quanto à entrada no estádio. O acesso será vinculado ao GaloID, cadastro único no SuperApp do Galo, que individualiza a compra e posse dos ingressos. A previsão é que o sistema seja inaugurado na partida contra o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 12/06.

No futuro, o Atlético pretende que essa seja a única forma de acesso à Arena MRV. O processo será simples: no ato da compra, o torcedor vincula o ingresso ao seu GaloID e insere sua foto (caso ainda não tenha feito). Na entrada, basta se posicionar diante da catraca para ser reconhecido.

Atualmente, o clube possui cerca de 280 mil GaloIDs criados. A expectativa é que esse número aumente com a implementação da biometria facial.

Cases de sucesso

A biometria facial é um dos casos de sucesso que o Atlético pretende implementar em seu estádio. A diretoria visitou arenas de clubes como Barcelona, PSG, Tottenham, Juventus, além de franquias da NBA e da NFL, para entender experiências que agreguem à “Jornada do Torcedor” e possam ser adaptadas à Arena MRV.

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O Galo definiu a implementação desses cases em três ondas, cada uma com duração de 12 meses. Segundo Leandro Evangelista, o clube já está na segunda fase. A previsão é que todo o processo seja concluído até o fim de 2026.

Custos

Outro tema discutido foram os custos operacionais do estádio. Ao contrário de outras arenas no Brasil, a Arena MRV pagou R$ 185 milhões em contrapartidas aos cofres públicos. Outros estádios, por sua vez, contaram com apoio de prefeituras ou governos estaduais em sua construção.

Mesmo com o alto investimento, o Atlético conseguiu estabelecer o segundo menor custo por cadeira entre os estádios do país. A Arena perde apenas para o Castelão, em Fortaleza, que passou por reforma para a Copa do Mundo de 2014. Vale lembrar que o estádio do Galo foi construído do zero.

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*Estagiário sob supervisão do coordenador Wagner Vidal

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