PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Entenda as origens do conflito entre Israel e Irã

Siga no

Enfraquecer inimigos está por trás da origem dos bombardeios. (Agência Brasil/ Evelyn Hockstein)

Compartilhar matéria

As origens do conflito entre Israel e Irã estão na disputa pela ampliação das esferas de influência no Oriente Médio.

Desde a noite da última quinta-feira (12/6), no horário de Brasília, os bombardeios de Israel a centrais nucleares, instalações militares e cidades iranianas ressuscitaram o medo de uma nova guerra no Oriente Médio.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em meio às reações do Irã, que retaliou os bombardeios, o receio de uma escalada que pode terminar em uso de armas nucleares que pode se alastrar para outras regiões.

De um lado, um país cercado de inimigos que tem um projeto expansionista de colonizar territórios e é acusado de cometer genocídio na Faixa de Gaza. De outro, um país muçulmano xiita que passou décadas financiando grupos contrários ao Estado israelense.

Capacidade nuclear

No pretexto do conflito atual, está o programa nuclear iraniano e a resolução aprovada na quinta-feira (12) pelo Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo o texto aprovado, o Irã não cumpriu com suas obrigações de salvaguardas que permitem à agência inspecionar as instalações para garantir que não estão sendo desenvolvidas armas atômicas.

Conforme o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, o Irã estaria enriquecendo urânio a 60% e teria um estoque de 400 quilos de urânio enriquecido. A resolução foi aprovada por uma margem apertada, com 19 dos 35 países votando a favor.

Um dia depois, na sexta-feira (13), Israel atacou o país persa danificando instalações nucleares e fábricas de armamentos, matando altos militares e cientistas do país. O Irã prometeu retaliar Israel, agravando a crise no Oriente Médio.

Eixo de resistência

Em relação ao Irã, o país comanda há décadas o eixo de resistência islâmica a Israel e que está enfraquecido após uma sucessão de golpes nos últimos anos, a maior parte patrocinado por Israel.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“O eixo de resistência é exatamente esse conjunto de forças islâmicas aliadas, lideradas por Teerã, que inclui, o Hamas, o Hezbollah, os houthis no Iêmen, milícias iraquianas e incluía o antigo governo sírio de Bashar al-Assad. Isso perdurou por décadas”, ressalta o professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), Ronaldo Carmona.

Guerra de versões

Israel alega que Teerã está construindo bombas atômicas, que poderiam ser usadas contra Tel Aviv. O Irã nega e sustenta que usa tecnologia atômica apenas para fins pacíficos, como a produção de energia.

Já Israel é um dos poucos países do mundo que não assinaram o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

Por outro lado, o Irã é signatário do TNP e nega que tenha violado compromissos com a AIEA. Segundo Teerã, a agência realiza uma campanha “politicamente motivada” e guiada por Grã-Bretanha, França, Alemanha e Estados Unidos, “sob influência de Israel”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“A AIEA tem mais visitas ao Irã do que todos os países somados. O Irã permite a inspeção e tem um compromisso diplomático desde 2015 de não desenvolver armas nucleares, mas usar a tecnologia para fins específicos, como o desenvolvimento de radioisótopos para a medicina nuclear”, diz o jornalista e cientista político Bruno Lima Rocha, especializado em Oriente Médio.

“Quem nunca assinou o TNP e nunca foi fiscalizado é Israel. O general Colin Powell, que comandou a primeira invasão ao Iraque [em 2003] e era de confiança da Família Bush, diz que Israel deve ter cerca de 200 ogivas [nucleares] com mísseis”, acrescenta.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Trump diz ter conversado com Israel e Hezbollah e anuncia recuo de ataques no Líbano

Edgar Morin, filósofo francês criador da Teoria da Complexidade, morre aos 104 anos

Congresso do México aprova proposta que permite anular eleições por interferência estrangeira

PCC e Comando Vermelho passam a integrar lista de terroristas dos Estados Unidos

‘O Brasil precisa se ver livre do CV e PCC. Vejo a intervenção com bons olhos’, diz coronel

‘Instrumento de pressão e poder de barganha dos EUA’, avalia especialista sobre facções brasileiras em lista de terror

Últimas notícias

STF marca para 10 de junho julgamento sobre decisão que ampliou responsabilidade das big techs

Seguro rural, leite e impostos: as críticas de Domingos Sávio (PL-MG) ao governo federal em evento do agro

Caiado evita falar sobre possível chapa com Zema, defende união da direita e promete enquadrar PCC e CV como terroristas

Presença de três pré-candidatos em evento do agro reforça peso político de Minas, diz presidente do Sebrae

Flávio Bolsonaro promete reduzir ministérios caso seja eleito presidente

Zema diz que mantém pré-candidatura e fala em alianças para 2026

Flávio Bolsonaro critica política econômica do governo e aponta insegurança jurídica como entrave ao agro

Flávio diz que Zema ‘se precipitou’, defende filme sobre Bolsonaro e nega pedido de dinheiro a Vorcaro

Em anúncio surpresa, Atlético acerta com o zagueiro Léo Duarte, ex-Flamengo