No Visão Macro de hoje, vamos falar sobre um tema bastante relevante. Em geral, temos um bom instrumento para absorver a conjuntura econômica, positiva ou negativa, dentro da alocação do nosso patrimônio e da perpetuação da poupança. Esse é o caso, principalmente, dos fundos, em especial os fundos multimercados com estratégia focada em macroeconomia.
Mas parte da análise não depende simplesmente de quanto esse fundo rendeu no passado. É necessário adotar uma abordagem quantitativa muito mais relevante, além da qualitativa, que deixaremos para o próximo Visão Macro.
No caso da análise quantitativa, o que fazemos é basicamente olhar para o passado. Embora avalie o desempenho anterior, ela fornece informações importantes para quem está alocando recursos. Uma das métricas mais relevantes recai sobre a maior perda realizada por um fundo e se ela está ou não dentro do mandato atual, em termos de utilidade e gestão de riscos que o gestor promove. Além disso, é fundamental observar o prazo médio de recuperação após o chamado maximum drawdown.
Outra forma de análise quantitativa é considerar a qualidade do passivo do fundo, no que diz respeito à gestão desse mesmo fundo. Ou seja, bons fundos contam com uma base de investidores alinhados com sua estratégia e não sofrem resgates motivados por simples variações de risco de mercado ou flutuações nos preços ao longo do tempo, algo que observamos com frequência.
Aqui, precisamos conectar esses pontos de forma bastante relevante: a capacidade de utilizar instrumentos para absorver a conjuntura econômica também deve operar a nosso favor, seja em cenários positivos ou negativos.
A boa análise da gestão dos fundos, da qualidade dos gestores e das equipes também é um fator que importa bastante. Isso será abordado com mais profundidade na próxima edição.