O presidente Lula (PT) manifestou solidariedade a Alexandre de Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por sanções dos Estados Unidos. Na sexta-feira (18), o governo norte-americano anunciou a revogação do visto de Moraes e “de seus aliados e familiares imediatos”. A ação sucedeu a operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos. A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, afirmou Lula em comunicado emitido pelo Palácio do Planalto sobre as medidas adotadas pelos EUA. Os únicos ministros poupados da sanção foram Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux.
A manifestação do chefe do executivo nacional é compartilhada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que também classificou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, como “arbitrária”. Por outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, justificou a medida estadunidense como uma resposta à suposta “perseguição e censura” de Moraes contra Bolsonaro, que usa uma tornozeleira eletrônica, além de ter sido impedido de se comunicar com o filho Eduardo e de usar as redes sociais.
Trump sai em defesa de Bolsonaro
O governo de Trump lamentou as medidas cautelares contra o ex-presidente do Brasil e se posicionou diante das acusações que Bolsonaro enfrenta. As declarações foram dadas em nota enviada à CNN:
“O presidente Trump acredita que Bolsonaro e seus apoiadores estão sob ataque de um sistema judicial armado. Esta é uma caça às bruxas que não deveria estar acontecendo”, afirmou a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly.