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Às vésperas do julgamento, Moraes manda reforçar policiamento da casa de Jair Bolsonaro

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Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses, em julgamento da Primeira Turma do STF, por integrar o núcleo central da trama golpista de 2022 (Agência Brasil)

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O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou neste sábado (30/8) o reforço imediato nas medidas de monitoramento da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em um condomínio no bairro Jardim Botânico, área nobre de Brasília.

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Em sua decisão, Moraes mandou a Polícia Penal do DF realizar monitoramento presencial na área externa da residência e das divisas com os demais imóveis, onde poderia haver exposição ao risco de fuga.

Além do monitoramento externo, o ministro ainda autorizou a realização de vistorias nos “habitáculos e porta-malas de todos os veículos que saírem da residência do réu”.

Essas vistorias, segundo a decisão, deverão ser documentadas, com a indicação dos veículos, motoristas e passageiros, e envio dessas informações ao STF diariamente.

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Pedido de Gonet

A decisão ocorre após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ter enviado ao STF parecer contrário ao pedido da Polícia Federal (PF) para que agentes da corporação permanecessem no interior da casa de Bolsonaro 24 horas por dia.

Apesar disso, o procurador foi favorável ao reforço da segurança nas proximidades da residência e na entrada do condomínio, o que foi acatado pelo ministro.

Julgamento

Na próxima terça-feira (2/9), Bolsonaro e mais sete aliados, que são réus do núcleo 1 da trama golpista, serão julgados pela Primeira Turma da Corte.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada após Alexandre de Moraes entender que o ex-presidente violou as medidas cautelares que proibiam postagens nas redes sociais de terceiros.

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Na semana passada, em outra investigação, a PF descobriu que Bolsonaro tinha um documento de asilo político para ser apresentado ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a PF, o documento estava salvo no aparelho desde 2024.

De acordo com a defesa, o documento era apenas um “rascunho”, e a solicitação de asilo não ocorreu. Os advogados negaram ainda a tentativa de fuga do país

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