A pausa para o ‘cafézinho’ no hipercentro de Belo Horizonte ficará mais gostosa e emblemática em breve. É que o Café Nice, tradicional ponto de encontro na avenida Afonso Pena, já tem data para reabrir as portas ao público: 24 de setembro.
A reabertura só é possível graças ao projeto Abrace o Nice, movimento de financiamento coletivo que propôs a união de forças da iniciativa privada, de instituições e da comunidade para preservar a memória viva da cidade. Por conta de dificuldades financeiras, o estabelecimento esteve perto de encerrar as atividades em 2024.
Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), uma das parceiras no financiamento coletivo, Marcelo de Souza e Silva destaca a revitalização como uma oportunidade de fortalecer o comércio local e devolver à cidade um espaço de convivência que marcou gerações.
“O Café Nice viu a cidade e o comércio se transformarem. E muitas gerações também presenciaram essas transformações junto ao balcão do Nice. Essa revitalização resgata nossa história e impulsiona o comércio na Praça Sete”, defende.
Além da CDL/BH, participam do projeto Abrace o Nice a Oficina Paraíso, o empresário e jornalista Gabriel Azevedo, o Banco Mercantil e a produtora de aço Gerdau, mais nova integrante do grupo. Antes da abertura ao público, em 24 de setembro, haverá uma cerimônia oficial para imprensa e autoridades no dia 23.
Legado
Fundado em 1939, o Café Nice foi uma homenagem do Sr. Heitor Rezende ao café homônimo do Rio de Janeiro. Logo se tornou um ícone da Praça Sete e passou a ocupar um lugar fundamental na história de Belo Horizonte, reforçando a importância do Café Nice Belo Horizonte.
O Café Nice era frequentado por artistas, jornalistas, políticos, músicos e intelectuais. Tornou-se um verdadeiro salão cultural informal, onde ideias eram trocadas, projetos artísticos eram gestados e movimentos culturais ganhavam força.
Foi um espaço de sociabilidade criativa, por onde circularam nomes importantes da cena mineira e nacional.
Em muitos sentidos, o Nice ajudou a construir a identidade artística da cidade, conectando BH aos debates nacionais sobre arte, política e comportamento.
