PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Presidente da CPMI do INSS decreta prisão em flagrante de sócio do “Careca do INSS”

Siga no

Empresário nega e diz que atuou como administrador financeiro - ( Lula Marques/ Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, do Podemos, decretou a prisão em flagrante, por falso testemunho, do economista Rubens Oliveira Costa, o chamado “Careca do INSS”. A Polícia Legislativa executou a prisão de Costa, suspeito de envolvimento nas fraudes contra aposentados e pensionistas. 

O relator da Comissão Parlamentar Mista da Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), pediu a prisão do empresário por risco de fuga e a prática de novos crimes e também a prisão em flagrante de crime de ocultação documental.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o pedido de prisão em flagrante deve ser votado até o final da reunião do colegiado. O senador observou, entretanto, que poderá reavaliar o pedido se a testemunha “decidir colaborar, contando a verdade”.

Para o relator, Oliveira Costa mentiu durante o depoimento e também ocultou provas do colegiado. O empresário é ligado a diversas empresas investigadas no esquema que desviava dinheiro de aposentados e pensionistas.

Atuação

Entre as empresas, nas quais Oliveira Costa atuou como diretor financeiro ou representante legal estão Vênus Consultoria, a Curitiba Consultoria, Prospect Consultoria e a ACCA Consultoria Empresarial, todas ligadas ao “Careca do INSS” e que entre os sócios constam o ex-diretor do INSS Alexandre Guimarães e também Thaisa Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio de Oliveira Filho.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O relator da CPMI disse que, em 2023, a Prospect movimentou mais de R$ 33 milhões, e acima de R$ 70 milhões em 2024, em uma de suas contas. Em outra conta, as movimentações somaram mais de R$ 46 milhões, em 2023; e R$ 40 milhões, em 2024. A ACCA consultoria movimentou R$ 10 milhões em 2023, e 30 milhões, em 2024.

“Esta CPMI não vai ser lugar para impunidade. Se ele é laranja, pouco me importa. Mas derrubando uma laranja podre, a gente termina alcançando o bicho que está apodrecendo as laranjas”, disse o relator.

Em outras empresas ligadas ao esquema e que Oliveira Costa também atuou, como ACDS Call Center e Brasília Consultoria Empresarial, as movimentações foram de R$ 4 milhões (2023) e R$ 33 milhões (2024). Na Brasília Consultoria, foram R$ 33 milhões e R$ 48 milhões, respectivamente em 2023 e 2024. Já a CDS Calcenter, também sob sua representação, teria operado mais de R$ 4 milhões.

“Este cidadão participou efetivamente de crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas, continua na impunidade, praticando crimes, se encontrando com outros investigados e isso só seria suficiente para estes depoimentos serem acobertados”, continuou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Gaspar afirmou que o esquema passava pelo repasse de pagamentos de documentos fiscais às empresas envolvidas no esquema, a partir das ordens do “Careca do INSS”.

Na CPMI, Oliveira Costa disse que entre suas atribuições estava a emissão das notas fiscais fraudulentas, de serviços não prestados.

Preventiva

O pedido de prisão preventiva deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliação do ministro André Mendonça, uma vez que o ministro Luiz Fux concedeu um habeas corpus a Oliveira Costa, de não ser obrigado a responder perguntas que possam incriminá-lo.

O habeas corpus também impede eventual ordem de prisão caso o depoente opte pelo silêncio durante o depoimento.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Antes de começar a oitiva, Oliveira Costa leu um documento afirmando que deixou o cargo de diretor financeiro das empresas de Antunes, entre elas a Vênus Consultoria, no início de 2024, antes de ter conhecimento da existência de inquéritos criminais envolvendo o seu nome.

Ele disse ainda que não ordenou ou participou do pagamento de propina e que tenha sido sócio de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em qualquer empresa.

“Jamais fui sócio de qualquer negócio ao lado de Antônio Camilo. Atuei apenas em quatro de suas empresas no papel de administrador financeiro e nada mais além disso”, relatou.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Desconheço os motivos pelos quais relatórios, investigações ou inquéritos me apontam como sócios de algumas das empresas investigadas. Talvez, isso se deva ao fato de eu ter figurado como administrador financeiro nos estatutos sociais. Repito, jamais fui sócio de qualquer empresa com o senhor Antônio”, concluiu.

O depoimento prossegue com as perguntas dos integrantes da CPMI.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

Em campanha no Rio, Lula fala em prisões e Flávio promete ‘guerra’ ao crime

Zema defende nova reforma da Previdência e aumento no tempo de contribuição

Flávio Rosce exclui Mateus Simões e Cleitinho, e afirma: ‘Sou o único candidato de direita em MG’

Patrus evita tratar Kalil como rival e aposta em campanha para avançar nas pesquisas: ‘Vamos percorrer os caminhos de Minas’

Flávio Roscoe participa de adesivaços e lança campanha no Sul de Minas neste sábado (22)

Cleitinho passa por três cidades do Triângulo Mineiro neste sábado (22)

Últimas notícias

Pix apresenta instabilidade; BC diz que sistema foi normalizado

Futsal: Minas leva 8 a 3 do Joinville e terá que vencer fora na final

Eleições 2026: o que faz o presidente e o vice; entenda os cargos

Datafolha em Minas: Lula tem 46% e Flávio, 42% no segundo turno

Em reencontro, Cruzeiro vence o Flamengo de virada com gol no último minuto

Galo empata com o Inter e alcança 11 jogos de invencibilidade

Cruzeiro x Flamengo: acompanhe AO VIVO na Rede 98!

Airbnb movimenta R$ 1,2 bilhão na economia de Belo Horizonte, aponta FGV

The Town anuncia datas da edição de 2027 no Autódromo de Interlagos em SP