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Análise: Segurança e imigração dominam reta final da eleição no Chile, avalia Wilson Mendonça

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A candidata progressista Jeannette Jara e José Antonio Kast, da direita radicial, foram os mais votados (Reprodução/Redes sociais)

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O cientista político e consultor da Skema Business School, Wilson Mendonça, avalia que os próximos 30 dias no Chile serão marcados por uma disputa ainda mais acirrada entre polos opostos do espectro político. A candidata progressista Jeannette Jara e José Antonio Kast, da direita radicial, foram os mais votados nesse domingo (16/11).

“Os próximos 30 dias no Chile serão marcados por uma corrida ainda mais polarizada entre a extrema-direita e o Partido Comunista”, afirma Mendonça. Segundo ele, a expectativa inicial era de maior protagonismo da esquerda na disputa.

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“Previa-se que o partido da esquerda assumisse uma posição mais predominante, com um teto em torno de 35%, haja vista que a própria ala da esquerda havia passado por primárias, ao contrário da direita”, explica.

Mendonça observa que a direita chegou ao pleito fragmentada, o que tende a forçar um movimento de recomposição, mas lembra que o histórico recente do país impõe cautela.

“Espera-se que a direita, que se fragmentou de maneira muito expressiva no número de votos, acabe se unindo. Contudo, temos um histórico recente das eleições de 2021 em que justamente esse tipo de processo não aconteceu”, diz.

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Na avaliação do cientista político, a eleição de Gabriel Boric é um exemplo desse cenário. “Boric foi eleito por causa dessa fragmentação. Grande parte do eleitorado da direita acabou migrando para outra ala, e isso garantiu a eleição da esquerda na última gestão”, pontua.

Ele também destaca a baixa confiança na atual administração. “Temos um otimismo bem baixo em relação à gestão de Boric nesses últimos anos”, afirma.

Para Mendonça, questões ligadas à segurança e à migração assumiram papel central na campanha.

“Muito do que se falou diz respeito à segurança, principalmente à imigração. Esse tem sido o tema mais candente nessa reta final de eleição”, analisa, lembrando que “os números do Chile estão bem acima das médias da região”, o que pressiona ainda mais os candidatos.

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O cientista político avalia que, daqui para frente, os dois lados devem ajustar o discurso em busca de novos votos. “Espera-se agora uma mudança de tom dos dois lados”, diz. “O ultradireitista Caste deve tentar relativizar suas posições e atrair algum público mais ao centro. E, obviamente, a candidata Rara tenta reduzir esse estigma de candidata comunista e brigar para aumentar um número que ficou aquém no primeiro turno.”

O segundo turno das eleições no Chile será realizado em 14 de dezembro.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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