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Lula detalha prioridades do governo ao sancionar isenção do IR até R$ 5 mil; veja ponto a ponto do discurso

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Lula sanciona isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quarta-feira (26/11), a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. Durante a cerimônia em Brasília, que reuniu ministros, parlamentares e o vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula voltou a criticar as distorções do sistema tributário brasileiro.

Ele destacou que dividendos e bônus de executivos continuam isentos, enquanto trabalhadores pagam imposto sobre participação nos lucros, e defendeu mudanças que tornem a cobrança mais justa. Além das novas regras do Imposto de Renda, Lula tratou de uma série de outros temas. Veja, a seguir, os principais pontos do discurso do presidente:

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Alckmin e elogios à parceria no governo

Lula abriu a fala destacando a relação com o vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmando que a parceria entre os dois foi “química” e que dificilmente o país terá “um presidente com um vice dessa qualidade”. O presidente também agradeceu a ministros e parlamentares envolvidos na aprovação da nova faixa de isenção.

Boa parte do discurso foi dedicada à defesa da democracia. Lula destacou que o país voltou a “acreditar na política, na democracia e na possibilidade de viver na diversidade”. Para ele, o respeito e o diálogo são condições mínimas para o convívio democrático.

Críticas à velha política e práticas superadas

O presidente relembrou episódios de campanhas antigas, criticando práticas assistencialistas que, segundo ele, não ofereciam perspectivas reais à população. Citou distribuição de dentaduras e frentes de trabalho na seca como exemplos de políticas que não garantiam futuro aos mais vulneráveis.

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Igualdade de oportunidades e combate ao racismo estrutural

Lula defendeu ações do Estado para ampliar o acesso a quem sempre esteve à margem. Disse não querer tirar espaço de uns para dar a outros, mas garantir oportunidades reais à população negra: “dar ao negro a oportunidade de ter o que ele nunca teve”. Também ressaltou que a pobreza atinge igualmente negros e brancos.

O presidente afirmou que a concentração de renda produz miséria, enquanto a distribuição por meio do consumo das famílias impulsiona toda a economia. Segundo ele, quando os mais pobres têm renda, toda a cadeia produtiva, inclusive os setores mais ricos, é beneficiada.

Fome, desigualdade global e indignação social

Lula citou dados sobre a produção mundial de alimentos e a persistência da fome em vários países. Disse que a desigualdade deve gerar indignação e afirmou ser impossível dormir tranquilo “se do lado alguém não pode comer”.

Tecnologia, robotização e desafios para o emprego

A robotização e a digitalização da economia também foram temas centrais. Lula afirmou que a promessa de que robôs tirariam “o trabalhador do pesado” não se concretizou e que o avanço tecnológico eliminou postos de trabalho. Ele levantou a preocupação sobre quem garantirá a sobrevivência dos trabalhadores que perderem espaço na economia digital.

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Memórias de crises e reconstrução econômica

Lula relembrou o início de seu primeiro mandato, quando o país enfrentava dificuldades. Contou que temia o cenário econômico, mas destacou a quitação da dívida com o FMI e a construção de reservas internacionais que “até hoje sustentam o equilíbrio do país”.

Democracia como exercício cotidiano

Comparando a democracia à convivência familiar, Lula disse que governar exige concessões. Para ele, consensos são fundamentais para manter a estabilidade política e social.

Prioridades que o povo espera

O presidente afirmou que as demandas da população são básicas: comida, moradia e oportunidades para os filhos, e que essas garantias já estão previstas na Constituição de 1988, ainda incompletamente regulamentada.

Crise global da democracia e avanço da extrema direita

Lula comentou o crescimento da extrema direita no mundo, afirmando que esse movimento prospera quando a população deixa de acreditar na democracia. Segundo ele, discursos contra “o sistema” encontram terreno fértil onde o Estado não entrega políticas públicas adequadas.

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Relações internacionais e autoestima nacional

O presidente defendeu que o Brasil precisa abandonar o “complexo de vira-lata” e se valorizar nas relações externas. Citou interações com países como os Estados Unidos e respondeu críticas à cidade de Belém com bom humor.

Sindicatos, cobrança e entregas do governo

Lula pediu que os sindicatos mantenham a pressão sobre o governo, afirmando que a política precisa ser constantemente cobrada. Ele lembrou que a nova faixa de isenção do IR era promessa de campanha e disse que outras entregas virão.

Julgamento do 8 de janeiro e defesa das instituições

Ao encerrar o discurso, Lula celebrou o julgamento dos envolvidos no ataque de 8 de janeiro. Citou a prisão Bolsonaro, afirmando que o país deu “uma lição de democracia ao mundo” e que pela primeira vez pessoas foram responsabilizadas por tentar um golpe de Estado.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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