PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Cicatrizes antigas e aderências: médico explica desafios da nova cirurgia de Bolsonaro

Siga no

Procedimento para correção de hérnia inguinal foi realizado em 25 de dezembro, no Hospital DF Star, em Brasília (Reprodução/Redes sociais)

Compartilhar matéria

A cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro, agendada para esta quinta-feira (25/12), envolve particularidades que vão além de um procedimento padrão. Em conversa com a Rede 98, o cirurgião geral Roger Lage detalhou o quadro clínico, explicando a prevalência da hérnia inguinal e os desafios técnicos impostos pelo histórico médico do paciente.

Segundo o especialista, a condição de Bolsonaro é extremamente comum no público masculino, atingindo cerca de 20% dos homens ao longo da vida. A patologia surge de uma fragilidade natural na parede abdominal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Nessa região do corpo, nós temos já uma fragilidade natural devido a passagem de estruturas intra-abdominais em direção aos testículos que podem propiciar então a abertura de espaços”, explicou o médico, alertando que, em casos graves, pode haver “isquemia ou a falta de circulação em órgãos vitais”.

Soluços x Hérnia: há relação?

Sobre as crises de soluços persistentes que também afligem o ex-presidente, Dr. Roger foi categórico ao afirmar que são problemas distintos da hérnia.

“São totalmente independentes. O problema da hérnia é um problema anatômico, numa região distinta do corpo”, esclareceu. O médico detalhou que o soluço, embora cause “desconforto contínuo”, geralmente não ameaça a vida e está ligado à motilidade do esôfago ou problemas gástricos.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O desafio das cirurgias prévias

O ponto de maior atenção no caso de Bolsonaro é o histórico de múltiplas cirurgias abdominais desde o atentado em 2018. Isso pode alterar a tática cirúrgica, impedindo o uso de técnicas menos invasivas como a robótica ou videolaparoscopia.

“Quando temos um paciente com inúmeras intervenções abdominais prévias, há de se cogitar em fazer o modo convencional, que é o corte externo na pele… já que a abordagem interna pode ser impedida por múltiplas aderências”, analisou Dr. Roger.

O cirurgião concluiu ressaltando a avaliação da equipe médica responsável: “Tudo em cirurgia chama-se custo-benefício. A gente pesa o quanto benéfico será o tratamento e se o risco pode superar o benefício”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

Erika Hilton aciona Justiça contra Ratinho por transfobia e pede R$ 10 milhões

Presidente do PL em MG cita diálogo com Cleitinho e quer direita unida

Reginaldo Lopes diz que PT prioriza Pacheco para o Governo de Minas

Sem avanços com alianças formais, Gabriel (MDB) diz que foco agora é plano de governo

Governo federal zera PIS e Cofins do diesel para conter impacto de conflitos globais

Zanin rejeita pedido sobre CPI do Banco Master e manda caso para a Câmara

Últimas notícias

Tite nega que Cruzeiro dependa de Kaio Jorge após derrota para o Flamengo

Programa ‘Guardiões da Escola’ levará policiais a unidades da rede estadual

Alex Warren detalha falhas técnicas em estreia no Grammy 2026

Sistema FIEMG investe R$ 13,5 mi em nova escola SESI na cidade de Extrema

Funk brasileiro cresce 36% e impulsiona pagamentos bilionários do Spotify em 2025

Battlefield 6 ficará de graça por uma semana

Spin Doctors e Smash Mouth confirmam show conjunto em Belo Horizonte

Mulher será indenizada em R$ 1,5 mil após ser chamada de ‘véia’ no trabalho

Zagueiro do Cruzeiro negocia saída para o Internacional