Parlamentares em Brasília articulam um movimento para pedir — junto ao Supremo Tribunal Federal — que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em caráter humanitário. O pedido seria coletivo, e vem de uma articulação feita pelo senador Jorge Seif (PL-SC).
A iniciativa chega após Bolsonaro ter um novo episódio na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente passou por exames médicos nesta quarta-feira (07/01), após uma queda com impacto na cabeça.
O que o Brasil testemunhou no dia 06 de janeiro não foi o cumprimento da lei, foi o colapso da humanidade. O Presidente Jair Bolsonaro, sob custódia do Estado, foi deixado à própria sorte após um acidente grave que colocou sua vida em risco real.
— 🇧🇷 Jorge Seif Junior (@jorgeseifjunior) January 7, 2026
Se o Estado não consegue… pic.twitter.com/XH9ztYlI93
Para os parlamentares que apoiam o pedido, há incompatibilidade entre a prisão de Bolsonaro e as necessidades médicas do ex-presidente. Entre os precedentes elencados no pedido está o caso do ex-presidente Fernando Collor, que teve sua prisão convertida em domiciliar por questões de saúde.
Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes concedeu a domiciliar para o ex-general Augusto Heleno, também condenado no chamado ‘Núcleo 1’ dos atos de 8 de janeiro de 2023. O pedido de domiciliar foi feito pela defesa de Heleno, que alegou que o militar convive com um quadro de Alzheimer desde 2018.
Médico descarta lesão intracraniana
A equipe médica que examinou Bolsonaro descartou uma lesão intracraniana, após o ex-presidente passar por exames médicos na tarde desta quarta-feira.
Segundo o cardiologista Brasil Caiado, Bolsonaro caiu enquanto caminhava por sua cela. O ex-presidente vem enfrentando quadros de tontura, desequilíbrio e oscilação da memória, afirma Caiado. Há, ainda, a suspeita de que a queda possa ter sido causada pelos efeitos dos novos medicamentos.
