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Novo modelo da CNH eleva em até 178% renda de instrutores em Minas

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(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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A mudança nas regras para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já provoca impactos significativos no mercado de trabalho dos instrutores de trânsito em Minas Gerais. Com o fim da exigência de vínculo exclusivo com autoescolas, profissionais passaram a atuar de forma independente e registram aumento expressivo de renda, além de maior autonomia na rotina de trabalho.

Os instrutores de trânsito relatam que os ganhos mensais da categoria cresceram até 178%. Antes da mudança, a renda média girava em torno de R$ 1.800. Agora, muitos instrutores relatam faturamento mensal próximo de R$ 5 mil, resultado da atuação direta com os alunos e da possibilidade de organizar a própria agenda.

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Além do impacto financeiro, os profissionais destacam benefícios operacionais. A atuação independente eliminou o vínculo com autoescolas, reduziu o desgaste no dia a dia e ampliou a eficiência pedagógica. Segundo relatos da categoria, o contato direto com os alunos permite aulas mais personalizadas, melhor acompanhamento da evolução do aprendizado e maior flexibilidade de horários.

O novo modelo foi classificado como uma “virada histórica” por instrutores que participaram de um encontro com o ministro dos Transportes, Renan Filho, em Belo Horizonte. Na avaliação dos profissionais, a mudança não apenas valorizou a atividade, como também contribuiu para elevar a qualidade das aulas práticas e teóricas, refletindo positivamente na formação de novos condutores.

Minas Gerais também se destaca no cenário nacional pela adesão às inovações no setor. O estado lidera a procura pela CNH digital no país, o que reforça a tendência de modernização dos serviços ligados ao trânsito e à formação de motoristas.

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Para a ANIT, o novo formato consolida um mercado mais eficiente e sustentável, com ganhos para instrutores e alunos. A expectativa da entidade é que, com o avanço da regulamentação e maior adesão dos profissionais, o modelo se fortaleça e sirva de referência para outros estados.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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