Julio Casares renunciou ao cargo de presidente do São Paulo nesta quarta-feira (21/1). Ele já estava afastado da função havia cinco dias, após a aprovação da abertura do processo de impeachment pelo Conselho Deliberativo do clube, na última sexta-feira (16/1).
Ao optar pela renúncia, Casares se antecipou ao andamento do processo e evitou sanções mais severas. Caso o impeachment avançasse, o clube teria de convocar uma assembleia geral com os sócios em até 30 dias e, se a destituição fosse confirmada, ele perderia os direitos políticos por dez anos e seria excluído definitivamente do Conselho.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Casares afirmou que a decisão não representa admissão de culpa. “Minha renúncia não representa confissão, reconhecimento de culpa ou validação das acusações que me foram dirigidas. Diante da continuidade desse ambiente, da necessidade de preservar minha saúde e, sobretudo, de proteger minha família de ataques e ameaças gravíssimas, bem como para evitar que essa disputa política continue a prejudicar o time de futebol e o ambiente esportivo do clube, apresento minha renúncia ao cargo de presidente, com efeitos a partir desta data”, escreveu.
Com a saída de Casares, a presidência do São Paulo passa a ser ocupada por Harry Massis Junior, de 80 anos. Ex-vice-presidente, ele integrava a gestão desde 2021. Empresário do setor hoteleiro, é sócio do clube desde 1964 e já ocupou diversos cargos ao longo de sua trajetória no Tricolor.
A renúncia ocorre no mesmo dia em que a Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para apurar a venda irregular de camarotes no estádio do Morumbis. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares, que atuou nas áreas feminina, cultural e de eventos do clube, e Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto das categorias de base do São Paulo.
Leia o comunicado na íntegra:
