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Fibromialgia agora é considerada deficiência por lei: entenda novos direitos e benefícios

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Atenção: fibromialgia não tem cura, mas tem tratamento

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Entrou em vigor neste mês a lei que classifica oficialmente a fibromialgia como deficiência. A medida altera o cenário legal para pacientes diagnosticados com a síndrome, retirando-os da invisibilidade e assegurando acesso a um amplo pacote de direitos e benefícios estatais.

Até então, portadores da doença enfrentavam dificuldades para provar suas limitações em perícias médicas e garantir auxílios, visto que a fibromialgia não possui marcadores visíveis ou exames laboratoriais definitivos. Com a nova lei, a condição passa a ser equiparada, para todos os efeitos legais, às demais deficiências físicas e intelectuais.

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📌 Destaques da Nova Legislação

  • Status: Fibromialgia equiparada à deficiência física/intelectual.
  • Benefício Imediato: Prioridade em filas e vagas de estacionamento.
  • Isenções: Possibilidade de descontos em impostos (IPVA/IPI) para compra de carros.
  • Exigência: Necessário laudo médico atualizado com CID da doença.

O que é a fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta, principalmente, por dores no corpo todo. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a principal característica é a dor musculoesquelética difusa e crônica, mas os pacientes também relatam sintomas que impactam drasticamente a qualidade de vida, como:

  • Fadiga intensa (cansaço que não melhora com repouso);
  • Distúrbios do sono (sono não reparador);
  • Rigidez matinal;
  • Ansiedade e depressão;
  • Alterações na memória e concentração (conhecido como “nevoeiro mental” ou fibro fog).
Imagem criada por inteligência artificial (Gemini)

Como a doença não apresenta inflamação visível ou deformidades, o diagnóstico é clínico e feito por exclusão, o que muitas vezes leva anos. A nova legislação valida o sofrimento destes pacientes perante o Estado.

O que muda com a nova lei?

O reconhecimento da fibromialgia como deficiência significa que os portadores da síndrome passam a ser enquadrados na Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Na prática, isso transforma a “dor invisível” em um direito visível.

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O objetivo principal é promover a equiparação de oportunidades. A lei entende que a fadiga e as dores constantes impõem barreiras físicas e sociais que colocam o paciente em desvantagem em relação às demais pessoas.

Principais direitos e benefícios garantidos

A partir da vigência da lei, pacientes com laudo médico de fibromialgia podem reivindicar:

1. Atendimento prioritário

Acesso a filas preferenciais em bancos, supermercados, lotéricas e órgãos públicos, além de assentos reservados em transporte público.

2. Vagas de estacionamento

Direito ao cartão de estacionamento para uso de vagas exclusivas destinadas a Pessoas com Deficiência (PcD) em vias públicas e estabelecimentos privados.

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3. Isenção de impostos

Facilitação na compra de veículos novos com isenção de impostos como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e, dependendo do estado, ICMS e IPVA, caso a condição limite a mobilidade do paciente.

4. Cotas em concursos e empresas

Possibilidade de concorrer às vagas reservadas para PcD em concursos públicos e processos seletivos de empresas privadas que cumprem a Lei de Cotas.

5. Benefícios previdenciários

Embora a aposentadoria não seja automática, a lei facilita a concessão do BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada) para pacientes de baixa renda que comprovem incapacidade de trabalhar e de prover o próprio sustento. Além disso, o reconhecimento legal dá mais peso às perícias do INSS para casos de auxílio-doença.

Como ter acesso aos direitos?

Para usufruir dos benefícios, o primeiro passo é ter o diagnóstico formalizado. O paciente deve possuir um laudo médico atualizado emitido por um reumatologista ou especialista do SUS ou rede particular, atestando a condição de fibromialgia e o código da doença (CID).

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Com o laudo em mãos, o paciente deve procurar os órgãos competentes de sua cidade (como a prefeitura para o cartão de estacionamento ou a Receita Federal para isenções) para dar entrada nos processos administrativos.

Nota: A fibromialgia não tem cura, mas tem tratamento. A abordagem multidisciplinar, envolvendo medicamentos, exercícios físicos e acompanhamento psicológico, continua sendo a melhor forma de controlar os sintomas.

⚠️ Atenção: O diagnóstico é fundamental

Para ter acesso aos benefícios da nova lei, você precisará de um laudo médico contendo o CID (Código Internacional de Doenças) específico da fibromialgia.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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