A Agência Nacional de Mineração (ANM) descartou a hipótese de ruptura, colapso ou comprometimento de barragens ou pilhas de mineração no episódio registrado no Complexo Mina de Fábrica, da Vale, localizado no limite entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais.
Segundo o órgão regulador, o evento está relacionado a uma infraestrutura operacional e não caracteriza falha em estruturas classificadas como barragens ou pilhas de mineração.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (26/01), a ANM destacou que a ocorrência observada no complexo não envolveu empreendimentos enquadrados nessas categorias, “afastando a possibilidade de rompimento de barragens ou pilhas”. O episódio, de acordo com a Agência, está associado exclusivamente a uma infraestrutura instalada na área da operação da mineradora.
Equipes técnicas do órgão acompanham a situação no local, com análises das condições de funcionamento da operação e das providências adotadas pela Vale. Não há registro de danos a pessoas nem a comunidades próximas.
A ANM ressaltou ainda que apura eventuais responsabilidades. Caso sejam constatadas irregularidades, poderão ser aplicadas as sanções cabíveis, conforme a legislação vigente.
O parecer chega após determinação do Ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, para que a agência avalie a interdição imediata da operação da mina, caso sejam constatados novos riscos à segurança.
Posicionamento das empresas
Vale: Afirma que o incidente não envolveu barragens de rejeitos, mas um dique de contenção de água. A mineradora reforça que as estruturas de Forquilha seguem estáveis e monitoradas 24 horas por dia.
CSN Mineração: Informou que suas estruturas operam normalmente e que monitora os impactos sofridos em sua unidade (Pires) após a invasão da enxurrada vinda da mina vizinha.
O Governo de Minas Gerais mantém equipes da Secretaria de Meio Ambiente (SEMAD) e do Corpo de Bombeiros no local realizando vistorias técnicas para mensurar a extensão do dano ambiental.
*Com informações de Estadão Conteúdo
