O Carnaval é um período de aglomerações e calor que impacta diretamente a saúde pública. Para orientar os foliões, o infectologista Carlos Starling detalha as principais ameaças biológicas e as formas de prevenção durante a festividade. Em BH, ensaios de diversos blocos movimentam foliões desde o início de janeiro.
Confira o resumo da entrevista abaixo e assista à integra no player acima.
Arboviroses e vacinação
Com o período de chuvas e a exposição do corpo, o risco de contrair doenças como dengue, zika e chikungunya cresce significativamente.
“É importante que as pessoas utilizem um protetor, um repelente. Lembrando que hoje nós temos vacina contra dengue. Então, as pessoas que estiverem na faixa etária para se vacinar, que procurem os postos de saúde para poder se vacinar”, explica Starling.
ISTs: Infecções Sexualmente Transmissíveis
O médico destaca que o HPV e outras infecções demandam proteção dupla: vacina e preservativo. A imunização contra o HPV é fundamental para prevenir cânceres de colo de útero, pênis e garganta.
“As pessoas devem se proteger. Lembrando que essa é uma doença que também tem vacina, que deve ser feita a partir dos 11 anos de idade. Além do uso de preservativo, que é importantíssimo, que vai prevenir outras doenças sexualmente transmissíveis, como HIV, como sífilis”.
‘Doença do Beijo’ e saliva
A mononucleose, transmitida pela saliva, é frequentemente subestimada, mas o especialista alerta para consequências graves a longo prazo.
“Ela tá associada em algumas pessoas a linfomas, ou seja, há um câncer do sistema linfático que pode acontecer em qualquer época da vida. Então, não dá para banalizar. Outra é herpes labial e a sífilis, que pode também ser transmitida a partir de lesões na boca”, explica o infectologista.
