O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (29/01) que deixará o comando da pasta em fevereiro. Haddad, entretanto, declarou que a data exata e o substituto são decisões que o presidente Lula (PT) ainda não definiu.
“No mês de fevereiro com certeza vou deixar o governo. É papel do presidente anunciar (o sucessor), e não meu de antecipar uma decisão que ele tomou. A gente já conversou sobre o assunto”, afirmou Haddad.
O nome mais provável para assumir o posto é o de Dario Durigan, a quem Haddad teceu elogios e atribuiu “formação sólida” e conhecimento abrangente da máquina pública. Além disso, o ministro ainda admitiu ser natural que outras pessoas do Partido dos Trabalhadores também manifestem o interesse em assumir o ministério.
“Ele (Dario Durigan) tem um conhecimento realmente abrangente. É uma pessoa de formação muito sólida. Agora, a prerrogativa, óbvio, é do presidente e é natural que outras pessoas se coloquem também. Dentro do PT tem muita gente que pode se colocar”, disse.
DE SAÍDA | O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (29/01) que deixará o comando da pasta em fevereiro. O petista, entretanto, declarou que a data exata e o substituto são decisões que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não definiu.… pic.twitter.com/EP8C0Aiave
— 98 News Oficial (@98newsoficial) January 29, 2026
Balanço da gestão e futuro na política
Ao avaliar sua passagem pela Fazenda, portanto, o chefe da equipe econômica destacou a aprovação da reforma tributária pelo Congresso em 2023 e o esforço para limitar despesas e cortar benefícios tributários. Segundo Haddad, o atual governo herdou uma “situação difícil” e defendeu que as medidas adotadas foram essenciais para buscar a redução do déficit nas contas públicas.
O ministro também comentou a dívida do governo federal, que encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões. Ele minimizou as críticas sobre o endividamento, vinculando a instabilidade ao patamar da taxa básica de juros (Selic), mantida em 15% ao ano pelo Copom na última quarta-feira (28/01). Para Haddad, o nível atual dos juros é incompatível com a estabilidade da dívida, embora o Banco Central já tenha sinalizado cortes futuros.
Em relação ao futuro político, entretanto, Haddad reafirmou que não pretende disputar cargos eletivos no próximo pleito. A decisão contraria a pressão de aliados que defendem sua candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado. O objetivo declarado do ministro é atuar nos bastidores para contribuir com a campanha de reeleição de Lula, focando na articulação política em vez de buscar um mandato próprio.
