Quem precisou dirigir por Belo Horizonte na manhã desta segunda-feira (2/2) encontrou dificuldade logo nas primeiras horas do dia. A capital amanheceu coberta por neblina, o que reduziu a visibilidade em várias regiões e exigiu mais atenção de motoristas e pedestres.
O cenário chamou a atenção principalmente em vias de maior circulação. A neblina deu ao amanhecer um aspecto acinzentado e úmido, típico de dias com grande concentração de nuvens próximas ao solo.
Segundo o meteorologista Lizandro Gemiacki, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a condição é resultado da atuação de sistemas atmosféricos que influenciam o tempo em boa parte do Sudeste do país.
“O início da semana na Região Metropolitana ainda é marcado pela influência de um cavado atmosférico, que é uma área de baixa pressão que se estende por grande parte do Sudeste. Esse sistema atuou em conjunto com um ciclone extratropical que se desenvolveu no litoral da região, mas que agora já se afastou para o oceano”, explica.
De acordo com o especialista, mesmo com o afastamento do ciclone, a instabilidade continua presente e favorece a formação de nuvens de diferentes tipos ao longo do dia.
“Essa área de baixa pressão favorece desde a formação de nuvens mais baixas, que provocam neblina ou nevoeiro, até pancadas de chuva mais intensas, principalmente no fim da tarde e à noite”, detalha Lizandro Gemiacki.
A previsão indica que esse padrão de tempo deve se repetir ao longo da semana, com possibilidade de chuviscos em alguns momentos e chuva mais forte de forma isolada.
“Podemos ter desde um chuvisco fino e contínuo até chuvas mais intensas associadas a nuvens de grande desenvolvimento vertical, que causam tempestades”, afirma.
Com o céu encoberto, as temperaturas seguem sem grandes variações. “A tendência é de mínimas estáveis, entre 17 e 18 graus, e máximas também estáveis, variando entre 25 e 27 graus ao longo da semana”, conclui o meteorologista.
