A Nasa está prestes a realizar um marco histórico na exploração espacial. Mais de 50 anos após o fim do programa Apollo, a agência espacial norte-americana prepara o lançamento da missão Artemis II, previsto para o dia 8 de fevereiro, segunda-feira. Esta será a primeira missão tripulada do programa Artemis e tem como objetivo testar sistemas críticos em ambiente real para levar humanos novamente à órbita lunar e, futuramente, à superfície.
Tripulação histórica
A bordo da cápsula Orion estarão quatro astronautas, marcando a primeira vez que humanos se afastam da Terra em mais de meio século. A equipe é composta por:
Reid Wiseman (Comandante, NASA).
Victor Glover (Piloto, NASA), que será o primeiro homem negro em uma missão lunar.
Christina Koch (Especialista, NASA), que será a primeira mulher a viajar ao redor da Lua.
Jeremy Hansen (Especialista, Agência Espacial Canadense).
Trajeto
A missão terá duração aproximada de 10 dias e não prevê pouso na superfície lunar.
Logo após o lançamento, a nave fará duas órbitas elípticas ao redor da Terra para testar sistemas de suporte à vida e comunicação.
A Orion seguirá para a Lua em uma trajetória de “retorno livre”, usando a gravidade para voltar à Terra sem grandes manobras de propulsão.
A nave viajará cerca de 7.500 km além do lado oculto da Lua, superando o recorde de distância da Terra estabelecido pela Apollo 13 em 1970.
Durante a passagem pelo lado oculto, a tripulação ficará de 30 a 50 minutos sem comunicação com a Terra.
Tecnologia e segurança
A missão utilizará o SLS (Sistema de Lançamento Espacial), o foguete mais potente já construído pela NASA, com 98 metros de altura. O retorno à Terra impõe um desafio térmico extremo: ao reentrar na atmosfera a 40.000 km/h, o escudo da cápsula deverá suportar temperaturas de até 3.000 °C antes de pousar no Oceano Pacífico.
E Marte? O sucesso da Artemis II é pré-requisito para a Artemis III, planejada para não antes de 2027, que deve levar astronautas de volta ao solo lunar. O objetivo de longo prazo da NASA é usar a Lua como base para missões tripuladas a Marte e estabelecer uma presença humana duradoura no espaço, em um contexto de nova corrida espacial e competição geopolítica com a China.
