O catálogo da Netflix recebeu uma novidade de peso nesta semana. O documentário “Matter of Time” estreou na plataforma revelando uma faceta menos conhecida de Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. O artista lidera uma missão longe dos palcos em busca da cura para a epidermólise bolhosa (EB), uma doença genética rara que deixa a pele extremamente frágil.
Nesse sentido, o envolvimento do astro com a causa é pessoal. Vedder e sua esposa, Jill, fundaram a EB Research Partnership (EBRP) em 2010 após o filho de um amigo receber o diagnóstico da condição. Desde então, a organização já arrecadou mais de US$ 80 milhões (cerca de R$ 414 milhões) e financiou centenas de projetos e mais de 40 ensaios clínicos.
Música e solidariedade
A obra intercala cenas de shows solo de Vedder com relatos emocionantes de famílias. O diretor Matt Finlin transformou a plateia em um ponto de encontro para a comunidade afetada. Além disso, o filme expõe a realidade devastadora da doença, uma vez que a pele dos pacientes se rasga com o menor atrito. A meta da fundação é ambiciosa: encontrar a cura definitiva até o ano de 2030.
Um dos pontos altos do documentário é a explicação do modelo inovador de “filantropia de risco” adotado pela organização, que não apenas doa recursos, mas investe em pesquisas promissoras. Caso um tratamento chegue ao mercado, parte dos lucros retorna para o fundo, garantindo o reinvestimento em novos projetos e permitindo que 100% das doações convencionais sejam destinadas diretamente à ciência.
Em suma, “Matter of Time” é um registro de perseverança. Nas palavras do próprio Eddie Vedder, o filme é um relato sobre “esperança, resiliência e a força da comunidade”. A produção já está disponível para os assinantes da plataforma de streaming e celebra os avanços científicos reais conquistados na última década graças à mobilização da arte.
